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O Caos está chegando a Almada - Parte I
 
Em 27 de Fevereiro de 2004 pelas 21h 45m  realizou-se a primeira Sessão Ordinária de 2004, da Assembleia Municipal de Almada, no Pavilhão do Clube Recreativo Piedense, Cova da Piedade.
Como residentes da Ramalha e interessados em questionar a CMAlmada acerca do traçado e inserção local do MST(Metro do Sul do Tejo) estiveram presentes,dois municípes, em nome do movimento que nesta zona tem contestado o traçado local deste Metro.
Não estávamos sós, já que comerciantes da Av 23 de Julho,  no Laranjeiro, também compareceram para apresentar suas queixas relativas a este projecto e seu andamento. Assim no período de  Intervenção dos Cidadãos, um morador da R. Lopes de Mendonça (Ramalha) interpelou a CMA das razões que a levam a não responder a uma nossa carta em que  apresentámos, já há algum tempo,  proposta fundamentada para um traçado alternativo ao designado Triângulo da Ramalha.
Falou também este municípe das arremetidas que tem havido na  zona, por parte de uma empresa dita interessada em trabalhos supostamente relacionados com o MST, para fotografar os prédios, assim como o interior das habitações (devido aos danos que as obras e combóio possam provocar nos edifícios ) e da própria concessionária, que parece querer ultrapassar a CMA  com a realização/início de trabalhos  ainda não aprovados pela edilidade.
 
Os comerciantes da Av 23 de Julho, estão muito preocupados com este imbróglio que lhes foi metido à porta e lhes entra pela mesma adentro de modo muito catastrófico.Queixam-se estes comerciantes que desde que foram iniciadas obras naquela Avenida foram suprimidos parques de estacionamento automóvel, não foi apresentada qualquer alternativa para parqueamentos na zona, as obras estão avançando sem coordenação, sem segurança, sem respeito pelos cidadãos e como se isto não fosse já por si extremamente grave para os municípes, estão estes comerciantes perdendo clientes, o que os deixa alarmados e numa situação  muito crítica em termos de sobrevivência sua e dos seus empregados.
 
Estas queixas obrigaram a Presidente da CMA a uma intervenção que não estávamos habituados a ouvir e levaram o Presidente da Assembleia Municipal a marcar  uma 2ª Sessão desta mesma Assembleia, para o dia 10 de Março de 2004 às 21h 15m, nas instalações da Cooperativa Piedense, na Cova da Piedade, para debater problemas do MST com a CMA e os deputados municipais.
Não vamos baixar os braços na defesa da nossa qualidade de vida local, da nossa area habitacional, do  equilibrio sócio-ecológico em que vivemos, dos nossos interesses como municípes e cidadãos e na defesa de um traçado do MST no local, que  minimize  ou ponha fim aos impactes negativos desta aberração que querem impôr, a todo o vapor, à cidade de Almada.
 
Almada não precisa de um Metro! Almada está precisando é de uma gestão de qualidade e de uma racional política de transportes publicos para servir condignamente os municípes sem os prejudicar!
Com este MST a população de Almada vai perder qualidade de vida, porque vão danificar o principal eixo viário, com o falso e ilusório pretexto de o reabilitar. A prosseguir esta teimosa obcecação, imposta pela edilidade, a seu tempo ver-se-à o resultado desastroso deste projecto para Almada e seus habitantes.
 
Almadenses, habitantes de Almada e comerciantes vamos estar presentes nesta  Sessão da Assembleia Municipal do próximo dia 10 de Março de 2004.
 
Eurico Marques
 

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