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O Caos está chegando a Almada! Parte II
O alerta lançado pelos comerciantes do Laranjeiro, na
última Sessão da Assembleia Municipal de Almada, constitui
um aviso não só aos municípes residentes em Almada, mas
também em particular aos comerciantes de todo o principal e
único eixo viário de Almada –Av Bento Gonçalves, Av. D.
Nuno Àlvares Pereira, Praça do MFA (Renovação), Av. D.
Afonso Henriques e Av. 25 de Abril – e em geral aos
comerciantes das ruas adjacentes, àcerca dos estragos que
as obras e a inserção do MST(Metro do Sul do Tejo) vão
causar à sua actividade e ao dia-a-dia dos residentes.
É caso para dizer que embora a procissão ainda esteja no
adro, os paroquianos versus comerciantes de Almada deverão
começar a “pôr as barbas de molho” pelo futuro dos seus
negócios e da sua actividade laboral diária, quando as
obras chegarem ao Centro Sul e “caminharem” para Almada.
Metro a metro, anonimamente vão instalando o caos na
cidade!
A morte do comércio naquele eixo é a morte de Almada como
cidade com vida própria.
Hoje já é preocupante a falta de atractivos em Almada,
para que as pessoas vivam Almada, para que as pessoas saiam
à rua, passeiem e sintam prazer de viver em Almada.
É a actividade comercial – não me refiro à venda ambulante
- que trás as pessoas para a rua e dá vida e movimento às
zonas urbanas. São as lojas, com a sua iluminação
nocturna, que ainda permitem colmatar a deficiente ou
falta de iluminação em muitas artérias de Almada.
Os residentes também não são poupados nesta voragem
prepotente de “progresso” que está a ser "magistralmente"
insuflado a Almada. Vão ficar certamente “em mau lençóis”
porque em nome desse tal “progresso” que a edil lhes quer
vender, a bagunça vai-se instalar na circulação viária
local. As artérias laterais àquele eixo viário –“condenado
à morte”- vão virar inferno, porque não têm condições
logisticas para suportar o acréscimo de todo o trânsito
automóvel, que lhes vai ser imposto, cumulativamente ao já
existente, em consequência das obras do tal Metro. É bom
não esquecer que em Almada ainda vivem pessoas!
Será que existe um maquiavélico plano para levar as pessoas
a abandonar Almada?.
O que vai acontecer aos almadenses? Vão suportar tudo isto
com resignação?
Vão certamente sofrer danos que afectarão a sua saúde, sem
se aperceberem.
Quem são os responsáveis pelos danos morais , materiais,
sociais e psíquicos que estas obras e este projecto vão
trazer aos residentes locais?
Será que a fossilização de Almada vai iniciar-se com este
MST?
Almada precisa de reabilitação, não de destruição!
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