Aproxima-se o dia 24 de Junho, dia de S. João Baptista,
Padroeiro de Almada.
É bom recordar e não esquecer, porque faz parte de Almada e
é continuidade de Almada - A Capela da Ramalha.
Evidentemente!
Não o MST, porque este constitui um corpo estranho nesta
Almada! Não é metro. É "antigénio" latente, porque está
fadado a só gerar "anticorpos"!
O polémico e desastroso falso metro de Almada, designado
por MST (Metro Sul do Tejo), cuja implantação do traçado
foi escolhido/sancionado pela edilidade almadense ,vai
colocar em perigo a já frágil estrutura da CAPELA DA
RAMALHA, localizada na R. José Justino Lopes, na Ramalha,
Pragal, se por acaso se vier a consumar aquilo que não
queremos acreditar, uma vez que no projectado traçado as
linhas do MST vão passar a escassos e reduzidos metros
deste monumento.
As suas origens remontam ao Séc. XV . O actual
proprietário deste monumento é a CMA. Actualmente as suas
paredes encontram-se abraçadas por dois cabos de aço,
colocados segundo julgamos em 2002 para " consolidação
estrutural provisória da Capela da Ramalha". Teme-se, se
a CMA levar por diante o incompreensível traçado que
escolheu para o MST no Triângulo da Ramalha , que a débil
estrutura da Capela não resista à frequência da passagem
do combóio chamado metro, no local e acabe por ruir.
Será que é por isto que a CMA espera? Não queremos
acreditar!
É de facto lamentável que a CMA , proprietária deste
imóvel do património cultural e memória do povo de
Almada, nada tenha feito , para além dos cabos de
aço colocados em 2002 (isto só tem evitado até agora a
derrocada), para recuperar e preservar o edifício, assim
como o local, actualmente no abandono. Constitui uma
lixeira e terreno fértil para a existência e reprodução
de multipla bicharada desde roedores, répteis, insectos,
parasitas, etc.
A passagem do MST localmente não só vai contribuir para a
ruina da Capela, como constituirá uma ameaça à
continuidade dos seculares festejos de raiz popular e
procissão que anualmente se realizam localmente em honra
de S. João Baptista, Padroeiro de Almada.
Deixar cair esta capela constitui uma afronta aos
almadenses e à cidade de Almada. O actual estado de
conservação do edifício em nada dignifica o seu
proprietário.Constitui imperativo dos almadenses exigir à
CMA que não contribua de forma passiva para o
desaparecimento deste Capela de raízes tão profundas na
vida e vivência de Almada e suas gentes.
O traçado alternativo - o melhor e mais lógico, na boca
dos tecnicos entendidos na matéria - apresentado pelos
residentes locais, para o designado Triângulo da
Ramalha, para além dos notáveis benefícios para a zona -
na boca dos tecnicos entendidos na matéria - e para
todos os moradores, afasta as linhas e o comboio da
proximidade da Capela, permitindo evitar malefícios
constantes e regulares na sua estrutura resultantes
da frequência com que o comboio circulará (?) no local.
Porquê então o silêncio e autismo da CMA nesta matéria?
Defendamos este património Almadense.
Não deixemos que erradiquem da memória de Almada, um
marco histórico que perpetua a nossa trajectória
colectiva enquanto comunidade viva e actuante!
Quem passa por Almada e não vê, não pode recordar e
contar o que não viveu !
Almada, 16 de Junho de 2004 / Eurico Marques