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“DÉBIL? MAS QUEM?...”

No último Fórum de Participação MST – Metro Sul do Tejo realizado no passado sai 26 do mês de Março, no anfiteatro do Fórum Romeu Correia, após uma exaustiva e inconclusiva explicação técnica da parte dos peritos que compunham parte da mesa que presidia à sessão,  faltaram os representantes do governo e do concessionário, diga-se a propósito que aos peritos atrás citados faltou uma certa resistência de expressividade até porque se esqueceram que estavam a falar para uma assistência em toda ela dominante nos termos utilizados que se tornaram cansativos, foi aberta a todos a sessão de perguntas e esclarecimentos sobre todos os problemas que o MST está a causar nas populações, alternando entre 4/1 com respostas da parte da mesa.

Tendo decorrido, até ao fim da sessão tudo ou quase tudo na normalidade, entrecortadas aqui ou ali essas intervenções com alguns apartes dos litigantes, talvez com razão ou talvez não só eles sabem os seus motivos e portanto o que lhes vai na alma, embora os tempos de intervenção não tivesses sido os mais apropriados e os mais correctos e os apartes da camarilha do costume, que também não primou pela correcção, parecendo até que é paga para aparecer só com o intuito de salvarem os seus “patrões” de situações mais aflitivas. Eu sei e a CMALMADA também sabe, que nem todos os intervenientes nestas sessões, tanto de um lado como do outro, dizia eu que nem todos têm a mesma capacidade de se expressarem ou de replicarem, se do lado oposto lhes fizerem perguntas ou colocarem objeções sem que para elas estejam preparados para responderem.

Após a última intervenção da Presidente da CMALMADA, intervenção essa , calma, ponderada, embora fosse intervenção que os mais atentos deveriam ter ouvido com atenção e com as orelhas bem abertas, pois nas entrelinhas da mesma vinham algumas mensagens, especialmente dirigidas aos que se encontram do lado oposto, não deixou de ser uma intervenção correcta, não injuriosa.

Eis que, ao preparamo-nos para abandonar a sala, pois a sessão ia ser dada por concluída pela mesa do Fórum de Participação, sobrepõe-se a esta, qual cavaleiro andante, montado em seu corcel, aparecendo como que oriundo de brumas pantanais em defesa da sua dama (como se ela o precisasse), um senhor que fala em nome de cidadão que o é como todos nós, mas que disserta como Presidente da Assembleia Municipal, que o é, esquecendo-se de tal facto, fazendo uma intervenção inoportuna, atacando, é o termo, a intervenção de um morador da Ramalha, o Sr. António Correia, chamando-lhe por tal facto, de DÉBIL que é igual aquele não acompanha o progresso, frouxo, atrasado mental. Será que este Sr. julgou que naquela sala não haveria ninguém que soubesse um pouco de português, será que ele pensou ser o único que sabia o que queria dizer? Será que este Sr., por mais razões que tivesse, não se poderia ter comportado de outra maneira, sem ofender e sem magoar pelas palavras proferidas? Será que este Sr. também admitiria que os que fossem de outras ideias e pensamentos lhe chamassem, sobre o ponto de vista deles, DÉBIL, porque também desse ponto de vista ele é frouxo e está a ajudar a atrasar o progresso de Almada?

A língua portuguesa é muito traiçoeira, às vezes é preciso ter cuidado e não nos esquecermos de que para além de cidadãos,  alguns nunca se poderão dissociar dos cargos públicos que exercem.

J M Silvestre   

 

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