Em
1890 Henry Drummond, jovem pregador britânico, que
percorreu o Mundo em
busca
do sentido da vida, deixando para trás, todo o bem estar,
que uma
classe
média a que pertencia, lhe proporcionava, publicou “O Dom
Supremo”,
livro
que tratava sobre as mais diversas formas de AMAR o
próximo, tais como
a
Paciência, a Bondade, a Generosidade, a Delicadeza, a
Entrega, a
Felicidade em dar, a Tolerância, a Inocência e a
Sinceridade. Tudo isto era
“O Dom
Supremo”. Estas eram algumas das facetas de tudo o que nos
induziria
a
passar o nosso dia de bem com tudo e com todos.
Em
2004, não bastando a conjuntura mundial sócio-económica não
ajudar,
também
as conjunturas nacional e a local, principalmente esta, que
é com ela
que
nós coabitamos, ajudam muito menos e tudo o que Henry
Drummond
mencionou, no meu país, no meu concelho, o Concelho de
Almada, deixou de ter
sentido. Deixámos de ter Paciência, Bondade, Generosidade,
Delicadeza,
Entrega, Felicidade em dar, Tolerância, Inocência e
Sinceridade.
E
porquê?
Porque, à boa maneira portuguesa estamos “cheios”, estamos
cansados de que
não
nos olhem, a nós o povo e que não nos dêem a possibilidade
de, pelo
menos,
nos escutarem com sinceridade, sem obrigatoriedade de nos
responderem
sem
subterfúgios, olhos nos olhos, com a franqueza que tem
faltado, pois
sentimos que ao auscultarmos a população muitas perguntas
ainda não têm as
devidas respostas, tal como o que se passa com os problemas
ecológicos que
são
vastos, a discriminação social, o emprego (o existente),
mais criação de
outros
postos de trabalho (maiores e mais investimentos), a saúde,
a
segurança pública, a criminalidade organizada, um programa,
profundo e
honesto, de transportes bem como o “programa escola
segura”.
Mas
não se julgue que só o “centralismo” ou o poder local são
os únicos com
culpas.
Onde
estão e o que fazem as oposições? Que força têm? As
Concelhias existem?
E o
que fazem? As Distritais existem ou só servirão para
convencerem os
eleitores nas devidas alturas?
Há
muito trabalho a fazer, assim como existe muita falta de
coordenação
desses
sectores.
Munícipes está na hora de deitarmos “mãos à obra”.
O País
e no nosso caso o Concelho não se compadecerão do marasmo e
do
comodismo a que todos se habituaram.
Há
gerações que ainda têm muito que fazer, deixando obra de
que os vindouros
se
orgulhem.
Bem
hajam a todos que queiram participar neste labor.
J. M.
Silvestre