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“METRO OU
COMBOIO REGIONAL”
Já muito se
tem falado, escrito, discutido e até mentido acerca do MST em
terras de ALMADA. Mas nunca ninguém falou, escreveu, discutiu
ou até disse a verdade, acerca de todas as obras que estão já
em curso umas, paradas outras, nem da dimensão de todas elas.
Num olhar mais atento pelas mesmas e libertando-nos de paixões
políticas ou até de paixões nascidiças, percorrendo todo o
trajecto deste MST, só nos dão a certeza, cada vez mais, da
quantidade quer de locatários quer de comerciantes que irão
ficar prejudicados, em nome do “futuro” e do “desenvolvimento”
de Almada, sem se ter olhado a outras alternativas ou até mesmo
a um programa de transportes, honesto e capaz, que nunca se
tentou, ou por ignorância ou por falta de capacidade do
respectivo pelouro da CMA em fazer mais e melhor, talvez se
isso tivesse sucedido, não houvesse a necessidade de um
qualquer MST entrar e rasgar a cidade ao meio. E, tudo isto,
aconteceu tendo havido um programa prévio de Estudo de Impacto
Ambiental, aonde não foi levado em conta o envelhecimento da
grande maioria da população e as dificuldades que iriam surgir
para a sua movimentação, especialmente a pedonal.
E os
comerciantes? Quantos deles irão fechar as suas portas? Quem os
indemnizará das suas percas? Quantos mais empregados irão
engrossar as listas dos Centros de Emprego?
E a
Associação de Comerciantes Delegação de Almada nada tem a
obstar, não se pronuncia sobre isto tudo, ou está de acordo?
E as
Centrais Sindicais acerca da perca de empregos que se avizinham
também estão de acordo?
Voltemos ao
inicio da nossa “conversa”. Almadenses, já olharam para as
obras? Já por lá passaram e viram tudo o que já se fez ou só
ouviram falar? É que ver e ouvir é bastante diferente. Se as
compararmos às que foram feitas aquando do comboio a caminho do
Sul quais as diferenças? Será isto um MST ou outro comboio em
paralelo com aquele já existente? Se souberem respondam-me,
gosto de ser elucidado, mas sejam verdadeiros no que disserem.
J. M. Silvestre
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