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Comunicado
Os
moradores da Ramalha, vêm contestando o traçado do MST
(Metro do Sul do Tejo) na sua área de residência desde que
tomaram conhecimento deste facto, isto é desde Maio de
2003.
Como é do
conhecimento da CMA e de grande parte da população de
Almada os residentes têm participado nos Fórum MST, onde
com a sua presença têm lutado, na defesa dos seus legítimos
interesses. Contra a prepotência da CMA, dentro da
atmosfera adversa que a Presidente “democraticamente”
imprime a estes encontros.
A
Presidente tem exercido um controle férreo sobre a (des)
informação que chega aos munícipes através do boletim
municipal, onde nunca vimos mencionada qualquer referência
digna ás contestações ao traçado do MST nos Fórum.
Reconhecemos que temos sido incómodos, para esta CMA que
demagogicamente diz : “Estamos a fazer o melhor por
Almada”,
Maria Emília Neto de Sousa (SIC).
Apesar de todas as manobras
antidemocráticas utilizadas pela edil, para fazer chegar a
mensagem aos almadenses de que toda a população está com a
autarquia neste projecto, (sabe bem que não está) a
Presidente da CMA utiliza outra estratégia, nada louvável,
que só agora começamos a perceber.
Essa
estratégia consiste em “ir enrolando” os munícipes.
Por várias
vezes disse a Presidente que o projecto definitivo ainda
não estava aprovado. Era susceptível de alterações.
Acreditámos todos nas suas palavras, ingenuamente....temos
de reconhecer agora!
Apresentámos uma proposta fundamentada de alternativa ao
traçado.
A edil
sempre nos disse verbalmente e escreveu no boletim (des)
informativo municipal, JAN2004 pag.16/17,que seria
apresentado aos moradores, o resultado do estudo das
propostas alternativas ao traçado/traçado definitivo, para
o Triângulo da Ramalha. ”Ficou o compromisso de voltar a
realizar outra reunião....” in boletim municipal.
Já
anteriormente apresentara a CMA, a proposta de desviar a
linha 2 para outro trajecto.
Questionada, a Presidente, na ultima Assembleia Municipal
em 27FEV2004 por um residente da Ramalha, das razões porque
não responde ás cartas dos munícipes, voltou a senhora a
referir-se ao facto de as obras só poderem ser iniciadas
com a aprovação do projecto definitivo, mostrando-se muito
surpreendida, digamos mesmo com alguma indignação, quando
foi informada, que o concessionário tinha distribuído um
comunicado dizendo que iria dar início a obras no local,
(hoje concluímos perante o que está a acontecer, que a
senhora deve ter feito teatro). Disse inclusive que já
tinha mandado parar obras do MST... em local não
especificado.
Infelizmente estamos verificando que a realidade é outra e,
esta realidade traduz-se em palavras muito simples: A
Presidente diz uma coisa e depois faz outra ou se
quisermos não cumpre o que diz ou... dá o dito
por não dito!
Perante
isto é natural que o cidadão se sinta desiludido,
defraudado e enganado.
A verdade
é que as obras foram iniciadas logo no dia seguinte
28FEV2004 pela manhã e têm continuado no local. Que valor
têm as palavras da Presidente?
Perante os factos que se estão a
desenrolar os munícipes têm motivos para não acreditar
nesta senhora!
Estas
ocorrências constituem uma vergonha e humilhação para os
almadenses!
Será que
em Almada já vale tudo para a CMA, inclusive o desrespeito
pelos munícipes?
Onde chega
o desespero da CMA, perante a contestação da população a
este MST, para apunhalar pelas costas os moradores!
Almada
precisa de ser dignificada! Os Almadenses precisam ser
tratados com dignidade!
Almada,
03/03/04
Movimento dos
Moradores da Ramalha -MST
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