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 Forum de Participação MST

 

Notícias saídas em Orgãos de Comunicação Social escrita, neste fim de semana, na sequência do  designado Forum de Participação MST realizado em 26/03/04, promovido pela CMAlmada, dão conta de um “boicote” feito pelos representantes do Estado e Concessionário do MTS (Metro Transportes do Sul),  os quais primaram pela ausência, justificando com  argumentos de ocasião a sua  atitude . 

A base  de tal posição assumida pelos ausentes dizem estar “nas recentes tomadas de posição dos orgãos municipais e na deliberação da Assembleia Municipal de Almada” que “decidiu não disponibilizar os terrenos necessários à continuação dos trabalhos, antes que a concessionária resolvesse uma série de problemas que actualmente os rodeiam”.

A autarca, Maria Emilia de Sousa “aguarda uma resposta quanto às preocupações então expressas e reafirmadas no Forum : o alegado não cumprimento do processo construtivo e do plano de mobilidade; a indefinição quanto aos parques de estacionamento; o interface de Cacilhas; e o traçado no Triângulo da Ramalha e na rua Conceição Sameiro Antunes”

Ora parece-nos a nós munícipes que a situação actualmente desencadeada não é mais do que uma consequência de a CMAlmada ter começado “a sentir-se apertada pelos munícipes”. Sim, é isto mesmo! Os cidadãos estão sendo fortemente penalizados por este  projecto que não é mais que um capricho da CMAlmada, que o quer impor à nossa cidade  à revelia dos munícipes.

Dizemos à revelia, porque os munícipes desde o princípio  se manifestaram contra este desnecessário projecto que só vem prejudicar Almada. Apesar de a CMA dizer o contrário, os munícipes sentem  e terão a sua qualidade de vida agravada.

A CMA e a sua presidente procuram agora “sacudir a água do capote” para o Estado e Concessionária, para ganhar tempo e atirar poeira para os olhos dos munícipes, quando é a CMA o principal responsável por toda esta asneirada  que vai vitimar Almada,  os almadenses e residentes.

A Câmara na prossecução  dos seus anseios ( que motivações?) à revelia das aspirações da população não olhou a meios e métodos de contornar as críticas dos almadenses e residentes. Partiu para uma situação  desnecessária e supérflua para a vida da cidade, com o pretexto de resolver o caos na circulação viária que ela promoveu nos últimos anos com a prática de muita irresponsabilidade e laxismo.

O anunciado e aparente impasse do MST no momento não será um estratagema da Câmara para tentar sair ilesa deste desastre, que “comprou” para a cidade de Almada?

Só a força dos protesto dos munícipes levaram a Câmara e a Assembleia  Municipal a tomar esta atitude.

Não fosse isso, o projecto “ainda não autorizado” lá iria andando impondo-se, "de vento em popa", com regozijo da edil e manifestações de júbilo amplamente exteriorizadas.

Imaginamos quanto deve ser doloroso para esta CMAlmada que um projecto/pseudo projecto desta envergadura, esteja a ser posto em causa pelos munícipes.

É chegado o momento de os autarcas entrarem em retiro, fazerem uma introspecção às suas resoluções e decisões inopinadas e resolverem trazer para o terreno a essência da prática da democracia....

Afinal foram as decisões da CMA ou o despertar da consciência cívica dos cidadãos que motivaram o apelidado “boicote” ao Forum do denominado MST realizado em Almada no dia 26 MAR 2004?

Nós não temos dúvidas! Foram e são os protestos dos cidadãos!

Apesar de neste Forum terem havido muitos e fundamentados protestos dos cidadãos, os mesmos não foram transportados com objectividade para além das quatro paredes do auditório.

 

 

Eurico Marques

 

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