|
A Presidente da Câmara
Municipal de Almada, continua a
surpreender os almadenses que estão atentos à
vivência do "nosso" concelho.
Surpreende-nos como cidadãos, que não abdicamos
do exercício dos nossos direitos de cidadania, porque não
embarcamos em pirotecnias verbais ou em manifestações
pseudo artistico-culturais - não só de fogo de artifício
vive o homem - que visam desviar a atenção de almadenses
e residentes locais dos problemas de fundo, com que se
debate todo o "nosso" concelho de Almada. Nestes não
podemos deixar de referir somente a título de
exemplo entre outros :
- a falta de limpeza e
higiene das ruas e avenidas, escadarias e passagens
publicas,
- a deficiente recolha de
lixos domesticos,
- o estado lastimável e
lamentável em que se encontra o piso dos passeios, sujo
e degradado,
- o descuido existente na
conservação e manutenção de pequenas areas verdes,
- a "praga" de pombos que
vagueiam por Almada sujando tudo e todos com seus
dejectos,
- o notório despovoamento a
que a cidade é votada pelos cidadãos a partir das 20
horas. Por que será?
- a imposição de um projecto
do designado Metro Sul do Tejo (MST) à revelia da
população, o qual vai dividir Almada a meio, criando no
princiapl eixo viário uma barreira à mobilidade
das pessoas que vivem em lados opostos das ruas e
avenidas,
- a ameaça de morte ao
comércio local como consequência deste traçado do MST,
- a situação caótica de
degradação a que esta CMA votou a Vila da Costa de
Caparica. Não há memória nos ultimos 30 anos de
a Costa da Caparica ter
"batido no fundo" como agora está acontecendo (não vale a
pena desculpas com o Polis),
- a falta de industrias e
atractivos no concelho que evite deslocações dos
residentes para Lisboa e outros concelhos,
- a falta de sensibilidade e
de respeito manifesto pelos autarcas em ouvir opiniões
contrárias, quando os municípes, vinculados ou não ao
poder instalado, pretendem participar na vivência do
"nosso" concelho. Esta situação leva muitos munícipes a
divorciarem-se da democracia.
Estaremos perante uma
"política do quero, posso e mando"?
A Presidente da CMA
surpreendeu os almadenses e
residentes da Ramalha quando no boletim municipal de
Janeiro 2004 revela pela primeira vez que
há descontentamento destes, com o traçado do MST na zona.
Contudo, recatadamente fala em "anular as preocupações
manifestadas por alguns residentes na Rua Lopes de
Mendonça".
Esta é mais uma formula
dissimulada de manipulação e censura a que a Senhora já
nos habituou, para impressionar os menos atentos.
A Presidente diz ainda no
boletim "Esta zona da Ramalha sempre representou para a
autarquia uma preocupação...".
Surpreende-nos porque nunca nos disse tal, nem
sequer quando foi confrontada por nós, directamente, com
uma proposta alternativa para o "triângulo".
Temos de concluir que perante
o nosso descontentamento a CMA e a sua Presidente querem
dar a volta por cima e aparecer aos olhos da população,
que afinal nem é preciso os municipes reclamarem
porque ..." Estamos a fazer o melhor por Almada" ... diz
a presidente!.
Os residentes da Ramalha,
desde Maio de 2003, vêm manifestando à CMA e ao Governo
da República o seu descontentamento sobre o traçado, em
muitas e diversas ocasiões e nomeadamente nos Fórum de
Participação da CMA.
A Presidente e a CMA não
tiveram a necessária vontade democrática e humildade de
informar, em tempo, os munícipes através do boletim,
acerca do descontentamento da população local e dos
almadenses. Os descontentes não são alguns residentes,
são a esmagadora maioria. De todos os residentes
contactados nas Ruas Cidade de Ostrava e Lopes de
Mendonça, só um (1) disse concordar com o Metro e não
assinou a nossa exposição/protesto de 10Julho2003.
Os residentes da Ramalha
que assinaram o documento não são contra um
Metro. São contra este traçado, as consequências
e impacto negativo que o mesmo tem na vida local e de
todo o concellho de Almada, por constituir uma barreira à
mobilidade, acessibilidades dos residentes e à
sobrevivência de Almada com comércio local e vida
própria.
Que faz correr esta Câmara
Municipal de de Almada ao divorciar-se da população e ao
fazer censura ao descontentamento geral?
Achamos, em nossa modesta
opinião, que a CMA não deveria rejubilizar-se com o
apoio encenado que lhe é prestado nos Forum de
Participação MST. Ao fazê-lo e comportar-se assim, está a
prestar um mau serviço à democracia e aos almadenses.
Eurico António da Conceição
Marques
Almada
|