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“O MEU REINO, O MEU REINO, O MEU REINO
POR UM MST”
Maria Emília de Sousa, presidente da CMA, talvez mais tarde
se venha a arrepender, de ter trocado o seu “reino” por um
MST. Tal como Hamlet, príncipe da Jutlândia, “simulou a
loucura”, no disse que disse mas não disse, entre mails
recebidos e outros respondidos nos últimos dias com os
munícipes de Almada, especialmente os da Ramalha e outras
notícias vindas na imprensa diária.
O que
terá levado a presidente da CMA a marcar a continuação da
Assembleia Municipal para o p. dia 10 do corrente, a fim de
discutir o traçado final do MST?
Segundo
informações colhidas no local e fornecidas pelo Eng.º no
comando das obras, tratava-se de um facto consumado.
O que
levará a presidente da CMA a andar a passar-nos atestados
de mentecaptos?
Será que
já se esqueceu que todos somos cidadãos de plenos direitos
e como tal devemos ser tratados como seres humanos, salva
guardando todos os nossos legítimos direitos consignados na
Constituição da República?
Será que
já se esqueceu de quem a sentou naquele “trono”?
Ou será
que, após a contagem das “espingardas” que a levaram a mais
um mandato, essas mesmo “espingardas” (algumas já
ferrugentas) foram pura e simplesmente metidas num “paiol”
qualquer?
O que a
levou a não honrar, as palavras que deveria ter proferido,
aquando da sua tomada de posse?
E o que
a levou, uma vez mais, a apressar as obras do MST na
Ramalha?
Segue-se
o restante território Almadense com a mesma pressa que
demonstrou na Ramalha?
Como é
que a Sr.ª há-de aquilatar das angústias e desanimações que
vão tocar nos moradores e comerciantes da cidade de Almada,
se nem aqui vive?
E não
diga que sente Almada porque a Sr.ª nem de cá é natural.
Uma
palavra, esta para a oposição, obrigado pelo sistemático
adiamento de ajudas quer de meios bem como a todas as
tentativas que fizeram para nos desmotivar e desmobilizar,
assim com esta desunião não chegarão a lado nenhum.
Apetece-me dizer “vitiis nemo sine nascitur”
(ninguém nasce sem defeitos).
Para ti,
caro amigo Eurico, a última palavra, pelo teu desempenho
nesta luta desigual, pelo acreditares que se conseguiria
acordar Almada, que caiu no marasmo e no comodismo, podemos
ter perdido uma batalha, não a guerra porque essa vai
continuar até ao último “cartuxo”, embora se não pertença a
nenhuma estrutura política, embora não se tenham ambições
políticas nem ideias de protagonismo, conforme alguns
possam pensar, estarei a teu lado porque contigo eu sei que
lutaremos pelo que é nosso, a nossa terra, a nossa querida
Almada.
J. M.
Silvestre
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