| RESOLVIDO ! .........MAS COM MÁGOA desta Câmara ! 1.Estamos em condições de divulgar que o problema do Triângulo da Ramalha, relativamente ao traçado do MST está resolvido. O triângulo é deslocado para a zona do monumento ao Trabalho/Associativismo passando as linhas pela Rua de Alvalade. Esta alteração corresponde à proposta dos moradores, da autoria do Eng. João Matias, morador na R. Lopes de Mendonça. Ontem 14SET2005, realizou-se uma Assembleia Municipal, na qual foi apresentada uma Moção do Partido Socialista, que enviarei em outro e-mail, de congratulação pela decisão de alteração do traçado e de saudação ao “grupo de cidadãos que em boa hora souberam resistir e mostrar que vale a pena lutar por causas justas”. A Moção não foi aprovada pela Assembleia Municipal, por VOTOS CONTRA DA CDU/PCP . Verifica-se assim a aversão que esta edilidade tem à intervenção dos munícipes em defesa dos seus direitos à qualidade de vida. Revela falta de humildade em reconhecer erros. É a preservação e continuidade do seu autismo, arrogância e desprezo pelas regras da democracia. É a cultura de “quem não é por nós é contra nós” intervenção na Assembleia Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Almada Srª Presidente da Câmara Municipal Sras e Srs Deputados Municipais Srs Munícipes
Completam-se hoje precisamente 2 anos e 3 meses sobre a data em que os moradores da Rua Lopes de Mendonça iniciaram uma justa e legítima luta pela defesa de seus direitos de cidadãos, contra a resistência municipal que pretendia impôr-lhes uma humilhante inserção local, daquilo que foi designado Metro Sul do Tejo ( MST).
Foi em 14 de Junho de 2003, num Forum dito de Participação das Populações, realizado na Sociedade Recreativa União Pragalense, que 4 moradores abandonaram essa sessão, a qual estava sendo subrepticiamente manipulada, na vã tentativa de nos dissuadir com explicações vazias e de cunho sonífero. Felizmente não adormecemos.
Reflectimos em conjunto com alguns almadenses presentes na sala e com muitos outros, conhecedores da Almada real e que sentem Almada. Concluímos que os nossos naturais e legítimos direitos de moradores e cidadãos estavam sendo desrespeitados suave e escandalosamente por quem tinha a obrigação de os respeitar e defender. A CMA nunca defendeu publicamente nem a nossa proposta alternativa, nem os moradores da Ramalha. Vimos que pretendeu sempre impôr e impôr-nos as suas ambições e más soluções. A CMA tem exigido publicamente aos Governos, nesta matéria, decisões a tempo e horas. A verdade é que sempre se descartou, dizendo que ao Estado competia decidir. É chegada a hora de se retratar. Após a apresentação pública das soluções alternativas ao traçado do MST na Ramalha, realizada em 16 de Junho de 2005 na SRUP, ficou patente que a Solução 5, a dos moradores, é a mais económica, a de menor impacto ambiental, a menos prejudicial à população. Todos os argumentos técnicos com que a CMA nos tentou dissuadir para fazer vingar suas ambições, não tinham consistência e, cairam por terra. Estamos em crer que triunfou o bom senso, que prevaleceu o correcto discernimento na avaliação da indigna situação a que a CMA queria subjugar os moradores locais. Cidadãos houve que perante as humilhantes condições de vida que lhes estavam sendo impostas, venderam suas habitações, outros não exteriorizando as suas mágoas remeteram-se a uma resignação traumatizante, com reflexos negativos na sua qualidade de vida, saúde e ambiente familiar. É HORA de a CMA reconhecer com humildade, se tiver coragem para o fazer, que estava prejudicando pessoas. Hoje, queremos deixar nesta Assembleia, o grato reconhecimento dos moradores da Ramalha, a todos os jornalistas dos orgãos de Comunicação Social - jornais, rádio (Antena 1) e televisão (RTP Regiões) - pelo apoio que nos deram, divulgando com isenção, regionalmente e ao País, o problema dos residentes locais, com o traçado do MST que a CMA nos pretendia impôr. Só assim foi possível, contornar e vencer a omissão de informação, veículada pela CMA, no seu “informativo e sempre democrático ” boletim municipal. Um agradecimento muito grande e especial, aos muitos e muitos almadenses,de todos os quadrantes políticos, que não tiveram medo de “dar a cara” por esta causa ou que com receio das penalizações municipais, no anonimato, nos incentivaram a não baixar os braços, perante prepotências e ambições insensatas que comprometiam o futuro dos moradores da Ramalha. O futuro de Almada só pode e deve ser construído com a livre participação dos almadenses, no restrito respeito pelos legítimos direitos dos cidadãos e garantia de uma qualidade de vida com dignidade. Cito Cardeal de Retz (Séc XVII) : “Não há noite tão longa que não encontre o dia.” Almada, 14/09/2005 Eurico Marques
|