CRIAR UM DIARIO |
|
“HÁ RIR E...
RIR”
A propósito
de uma intervenção do Senhor Presidente AMALMADA no último
Fórum de Participação do MST.
Aquando da
sua intervenção, no Fórum de Participação do MST decorrida a 26
de Março último, veio-me à ideia, depois da desastrosa
intercepção do Senhor Presidente da AMALMADA, que talvez o
Senhor Presidente não tenha “possibilidade de entender” o quão
gravoso, quando não se medem as palavras, se pode dar a
entender àqueles que também não têm “possibilidade de entender”
mas também se pode dar a entender aos outros, àqueles que
tiveram “possibilidades” de “ir mais longe” na sua “cátedra”,
aquilo que o Senhor Presidente da AMALMADA quis dar a
compreender em toda a sua DÉBIL intervenção.
Eu sei e se
eu sei todo o elenco camarário também sabe, que logo a seguir a
este escusado incidente, a dita DEBILIDADE tem sido alvo de
gozo nas várias repartições da CMALMADA, pelos funcionários das
mesmas e que durante todo este tempo o Sr. António Correia (o
visado) tem passado por aquilo que não é nunca foi nem nunca
será e como cidadão pacato que é, recorde-se que leu um
comunicado em nome de um grupo, a DEBILIDADE não o atingiu só a
ele mas sim a uma parte da comunidade que naquela altura
representava. Creio pois que já é chegada a hora de explicar às
senhoras e aos senhores que se riram desta situação no mínimo
lírica, sentimental (é só para quem não sabe) que nunca é tarde
para se aprender e até na morte se aprende.
Existe e
isto é um facto indesmentível e indestrutível uma ciência que
responde às interrogações do homem, que pode sintetizar e
concluir os conhecimentos adquiridos, quem se tem rido do Sr.
António Correia antes de o fazer deveria ter conhecimento do
valor moral dos actos praticados, isto é, deveria ter
consciência moral sobre o que estavam a praticar, deveriam ter
uma consciência reflexiva, isto é que medita, já que a mesma é
imutável e permanente. É evidente que aqueles que riram do Sr.
António Correia se sentiram na altura excitados, isto é,
tiveram as sensações externas mais inadequadas, pouco afectivas
e nada cognitivas. As suas sensações passaram a percepções
complexas, sintéticas, pouco inteligentes sem objectivos
definidos, variando de indivíduo para indivíduo, outros fizeram
disgnósias, isto é fizeram interpretações falsas do que tinham
ouvido contar, poucos foram os que apreenderam as imagens que
lhes tinham sido perceptíveis como eidéticas, isto é vivas e
nítidas, os que riram, a esta hora, na sua grande maioria
hão-de pensar que as suas capacidades de aquisição, fixação,
conservação, reprodução, reconhecimento e localização, mais
simplesmente a sua memória tem de rever os poucos ou os muitos
conhecimentos que possuíam. Como vêem não é bonito rirmo-nos
daquilo que se diz sobre os outros pois um dia pode haver
alguém que se ria então de todos vós, sem ser injuriosamente.
Estou mesmo a imaginar que não entenderam nada da missiva, vêem
como é fácil rirmo-nos dos nossos semelhantes. Rir é bom, faz
bem à saúde, mas rirmo-nos dos outros pode ser letal.
J M
Silvestre
|