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MST e a Fase das Trapalhadas.
Pesada e dolorosa herança,
esta presidente da Câmara Municipal de Almada vai deixar às
gerações futuras e a Almada !
As complicações e os problemas
provocados pelo MST ( Metro Sul do Tejo / Moradores
Sem Tudo ), metro a metro vão aumentando e
agudizando-se, à cadência do avanço da obra. Quando esta
começar a assentar arraiais no principal eixo viário de Almada,
instalar-se-á então o caos na cidade.
Até ao presente momento, ainda
não foi dito aos almadenses como e em que condições irão no
futuro, estacionar os seus automóveis. Já sabemos como os
moradores de Corroios e do Laranjeiro foram e estão sendo
sacrificados e prejudicados.
Em Almada, com obras “à porta
de casa”, ainda não foi iniciada a construção de nenhum novo
parque de estacionamento automóvel. Onde? Em que condições ?
“Promessas leva-as o vento” !
Que motivações tem a CMA para
não informar objectivamente e em tempo os moradores acerca do
que os preocupa ? Será por sentimento de culpa própria?
Por que é a CMA tão expedita
em querer impor aos almadenses este falso metro, sem que
préviamente tenha resolvido e anunciado o estacionamento
futuro, para viaturas dos residentes? Será só para criar um
argumento justificativo de pagamento ?
Será que os moradores vão ter
de pagar, mais uma tarifa....agora de estacionamento ?
Não escondam as desgraças que
querem impor aos residentes. Digam-nos já. Falem claro
connosco!
Assiste-se presentemente a um
choradinho, a um coro de lamentações,
indefinições e também a algumas trapalhadas, por parte da CMA e
da sua presidente, com objectivo camuflado, embora evidente,
de fazer crer aos almadenses e à opinião pública, que todos os
aspectos negativos desta obra se devem ao Estado, (dono da
obra) e à Concessionária (executante da obra).
A CMA quer-nos fazer esquecer
que o principal problema desta obra está no seu traçado.
Com atitudes destas, a
presidente da CMA parece pretender, capciosamente,
desresponsabilizar-se de todos os impactes negativos da obra
e do projecto, em todo o percurso do MST.
Quando Maria Emília de Sousa
deixar a presidência, serão os almadenses a ficar com a sua
(dela) “criança-metro” nos braços.
Este erro vai sair muito caro
aos almadenses, moradores locais e à cidade.
Tudo isto seria evitado se
tivesse havido um mínimo de senso na escolha do traçado e a
população tivesse sido efectivamente chamada a
participar.
A CMA e a presidente nada têm
a lamentar, porque em tempo de corrigir o mal, houve mesmo
assim, alguns almadenses que advertiram a presidente para a
insensatez da sua opção e desta obra.
Militância na asneira e
dissimular o erro não é dignificante.
Afinal Caro (a) Munícipe!
Foi você que pediu este MST
para Almada?
Não ? Quem Foi?
“Está de acordo que eles dêem
cabo de tudo” ?
“Nós também não” !
Então por que teremos de pagar
as consequências desta fantasia ?
Eurico Marques
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