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Obras do metro obrigam gasolineira a encerrar


almada dEsemprego Desactivação de posto de abastecimento deixa cinco pessoas sem trabalho Empresa diz que não sabia que o MST vai passar ali

Ana Rute Silva


Oencerramento de uma bomba de combustível na Praça Gil Vicente, local onde vai passar o Metro Sul do Tejo (MST), deixou cinco funcionários com mais de 15 anos de serviço na rua e sem indemnizações. A Postcom, empresa concessionária da AGIP que geria o posto
há dois anos, alega que não tem dinheiro para pagar os cerca de 75 mil euros de compensação e os trabalhadores sindicalizados admitem recorrer aos tribunais.
«Tenho dois filhos para criar. Pagaram todos os ordenados, mas não é com 400 euros que eu vou poder sobreviver. Trabalhei 15 anos naquele posto», lamenta Elizabete Laranjeira. Os trabalhadores foram informados por carta, a 2 de Janeiro, que «por imposição daCâmara Municipal de Almada, a AGIP foi compelida a encerrar o posto de abastecimento na Praça Gil Vicente».
O contrato terminou no passado dia 5 e segundo Paulo Miranda, técnico de contas da Postcom, as tentativas de relocalização do posto foram infrutíferas. «Fomos informados pela AGIP que até ao final do ano teríamos de abandonar o espaço. A AGIP tentou negociar outros terrenos, mas ao que parece o valor não era viável», esclarece. Paulo Mirante garante que a Postcom não tem verbas para pagar aos funcionários e que as bombas de gasolina deram sempre prejuízo. «Se formos a tribunal, não temos como pagar aos trabalhadores», diz.
Paulo Miranda sublinha ainda que a empresa não recebeu qualquer indemnização da Câmara. «Sentimo-nos lesados», desabafa, sublinhando que não tinha conhecimento da passagem do metro ligeiro no local. «Tentámos negociar, mas a autarquia disse que não há negociação possível. Alega que o terreno é de utilidade pública», revela. O JN contactou a Câmara, mas até à hora de fecho desta edição não foi possível obter esclarecimentos.
Entretanto, segundo Raul Pica Sinos, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritório e Serviços, já foi pedido à delegação de Almada da Inspecção Geral do Trabalho a realização de uma reunião entre as partes.

 

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