Ainda a
Propósito do Ginjal
É o
concelho de Almada que está em causa.
Não nos
surpreende que o JN tenha contactado a Câmara de Almada “para
saber que projectos tem para o local, mas não obteve resposta
“
É
estranho que no meio de tantas e infladas promessas eleitorais
para o concelho a CMA e a sua “veneranda” presidente não dêm
resposta aos jornalistas acerca de uma questão tão objectiva e
directa, depois de estar à frente do concelho há mais de 16
anos.
A nós
não nos surpreende na circunstância o facto de Maria Emília
não responder. Tal atitude também não deve surpreender os
jornalistas, uma vez que a senhora sempre se recusou durante a
campanha autárquica, a debater com os restantes candidatos os
problemas do concelho e os projectos da sua candidatura.
Primou pela recusa total, o que é revelador e sintomático da
sua postura e gestão nada democráticas à frente da Câmara.
Furtou-se a entrevistas e delarações a jornais locais e
nacionais, quando e sempre que era confrontada com declarações
dos outros candidadtos.
Só se
mostrou disponível, durante a campanha, a dar entrevista a um
jornal local, Notícias de Almada, depois de ler as declarações
e entrevistas dos restantes candidatos.
Transparente!
Veio
depois dizer que andava mentira na campanha, referindo-se a
declarações de um candidato, quando ela utilizou aí
fraseologia manhosa e burilada para ocultadamente fugir à
verdade aos almadenses! Lamentável !
Será que
atitudes e posturas destas revelam honestidade intelectual e
desejo de informar com transparência e frontalidade os
munícipes?
Segundo
a notícia divulgada neste sítio, Maria Emília de Sousa em
declações anteriores,
admitiu
que o Ginjal é ”uma área complexa com uma arriba instável e,
por isso , de grande dificuldade de recuperação.” (??????????)
Admirável!
Talvez
por isso já lá vão muitos anos a pensar no que devia fazer e
nada saíu!
Não é
para resolver os problemas difíceis que os candidatos são
eleitos? É obvio!
É que
para os fáceis todos nós, cidadãos, temos soluções!
Compreendemos que seja mais fácil gastar dinheiro num
mega-Teatro, já inaugurado- O Monstro Azul- que ainda não
pode funcionar ou, construir um campo de futebol a que chamam
Estádio Municipal, do que debater, na presença dos almadenses,
os problemas do concelho com os candidatos à autarquia.
O défice
democrático em Almada assim como o embuste em que nos
encontramos vão saindo soluço a soluço e de mansinho da
cartola municipal, não na forma de coelhinhos ou pombinhos
brancos, mas como “a nudez pura da verdade”.
Estejamos atentos ao que vai continuar a saltar, aos
acontecimentos e ao que se vai passar em nosso redor.
Sejamos
cidadãos e defendamos o exercício da cidadania, porque só
assim Almada poderá enveredar pelos caminhos do
desenvolvimento e recuperar o atraso, em que se encontra
mergulhado o concelho, embora “travestido” com uma bem
disfarçada e entorpecente propaganda municipal
Eurico
Marques