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Ecologistas
temem pressão na Mata dos Medos
Campismo Grupo Flamingo
alerta para efeitos dos parques que vão ocupar parte do Pinhal
do Inglês, na Aroeira
O Grupo Flamingo, associação de
defesa do ambiente, teme que o projecto dos novos parques de
campismo no Pinhal do Inglês (Aroeira), em Almada, ameace a
preservação da reserva botânica da Mata dos Medos, inserida na
Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica, e
duvida da conclusão do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) sobre a
conservação das espécies.
«O Pinhal do Inglês está vedado e, apesar de não terem
conseguido ir ao local, referem que as espécies encontradas não
estão protegidas», alerta Paulo Gomes, dirigente da associação,
desvalorizando o abate de 8400 pinheiros na fase de construção
dos novos parques.
O estudo baseou-se no levantamento de campo da zona contígua e
envolvente à propriedade do Pinhal do Inglês e na análise de
cartografia, de fotografia aérea e de bibliografia. Segundo o
documento «com excepção da víbora-cornuda, nenhuma das espécies
de répteis encontrada apresenta estatuto de ameaçada. Os
anfíbios também não apresentam características especiais de
conservação».
Considerando que os mais de 2000 lugares de estacionamento são
insuficientes para campistas e visitantes, Paulo Gomes lembra
que a «Mata dos Medos foi resistindo à pressão urbanística no
concelho de Almada». «Com os novos parques, estamos a falar de
pessoas que vão a pé para a praia, provavelmente descendo as
dunas», lamenta. Cerca de 27,9 hectares de terreno contíguo à
mata serão preservados e mantidos numa espécie de zona de
tampão, isolada através de uma vedação.
A Quercus não conhece ainda o teor do EIA.
Ana Rute Silva |