Uma pessoa que nadava com a
bandeira vermelha e outra que
gritava por um megafone um falso
alerta de tsunami foram os dois
únicos banhistas alvo de
processos de contra-ordenação
este Verão nas praias da Costa
da Caparica.
A Marinha divulgou hoje as
contra-ordenações instauradas
pela Polícia Marítima na última
época balnear nas praias da
Costa da Caparica, Almada,
acrescentando que os processos
estão ainda em curso e poderão
levar à aplicação de multas de
até 550 euros, no caso dos
banhistas.
Estes casos resultam da
entrada em vigor, a 07 de Junho,
da legislação que prevê multas
para titulares de concessões de
praia, banhistas e
nadadores-salvadores que não
cumpram determinadas normas,
segundo dados facultados à Lusa
pela Marinha.
A época balnear começou seis
dias antes da entrada em vigor
da nova lei, a 01 de Junho, e
acabou a 30 de Setembro.
De acordo com a Armada, a
Polícia Marítima, que tem
competências de fiscalização e
aplicação das coimas, instaurou
ainda nas praias da Costa de
Caparica processos de
contra-ordenação a um
nadador-salvador e a quase
metade dos bares/restaurantes de
praia.
Entre os dois banhistas que
foram notificados pelas
autoridades marítimas, um tomava
banho com a bandeira vermelha e
o outro provocava distúrbios ao
gritar por um megafone que se
aproximava um tsunami.
Quanto ao nadador-salvador,
encontrava-se mal fardado e fora
da área de vigilância e socorro
da praia.
Dos 58 bares/restaurantes de
praia existentes na frente
marítima da Caparica, 23 foram
alvo de processos de
contra-ordenação, sendo que
alguns deles tiveram mais do que
um processo, consoante o número
de infracções cometidas ao longo
da época balnear.
No total, segundo a Marinha,
foram instaurados 48 processos
de contra-ordenação a titulares
de concessões de praia por
infracções como falta de
nadadores-salvadores,
licenciamento camarário,
ocupação abusiva do domínio
público marítimo e funcionamento
dos estabelecimentos fora do
horário permitido.
De acordo com a lei, cada uma
destas infracções pode ser
punida com uma coima variável
entre os 250 e os 2.500 euros.
Para os banhistas e
nadadores-salvadores, as coimas
oscilam, respectivamente, entre
os 55 e os 550 euros e entre os
100 e os 1.000 euros.
O processo de aplicação das
multas não é imediato, uma vez
que os visados podem contestar.
Consideradas das maiores do
país, as praias da Costa de
Caparica, no concelho de Almada,
estendem-se por uma frente de
areia de 20 quilómetros que
começa em São João e acaba na
Fonte da Telha.
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