A CMA
está a brincar com os Almadenses !
Os
autarcas eleitos têm o dever de respeitar os munícipes.
As
páginas do folhetim MST – Metro Sul do Tejo, da Câmara
Municipal de Almada (CMA) sucedem-se e levam-nos a pensar,
após quase três anos em cena desta peça da edilidade
almadense, que Almada está perante uma comédia, que virou
farsa e ainda acaba em mais uma tragédia económica para o
povo português.
Apelou, a CMA, ao Governo para tomar decisão sobre o
Triângulo da Ramalha.
O
Governo decidiu, ( Despacho nº 06.07/05 SET ), após estudo
comparativo de 5 soluções alternativas. A CMA foi oficiada
da decisão para se avançar com a obra, mas a própria CMA não
transmitiu aos almadenses a decisão.
Embrulhou-se numa história, mal contada, de falta de
projectos e cedências de terrenos para ganhar tempo,
continuar a usar Almada e os munícipes a seu belo prazer.
Agora,
no seu “ Jornal do Metro”, nº 5 ( Março 2006), em luxuoso e
caro papel, vem-nos dizer numa sua já habitual trapalhada
informativa, relativamente ao Triângulo da Ramalha (linhas 2
e3):
-
que a Secretária de Estado dos
Transportes determinou que a linha entre Corroios e o Pragal
(linha 2) deverá passar pela Rua de Alvalade, adiantando,
“Não foi tomada decisão sobre a linha que fará o percurso
entre Cacilhas e a Universidade” (linha 3).
-
que no seguimento da reunião de 16 de
Junho de 2005, para apresentação das várias alternativas
técnicas estudadas para o traçado do MST no “triângulo da
Ramalha” (linhas 2 e 3) foi mandada estudar mais
pormenorizadamente a solução “ Rua de Alvalade”, acabando
esta por merecer despacho favorável da Secretária de Estado
dos Transportes (SET).
Ora o
despacho atrás citado, elaborado após conclusões daquela
reunião, refere-se à alteração do traçado das linhas 2 e 3,
colocando-as na Rua de Alvalade.
Que
jogo pratica a CMA ?
Terá a
CMA compreendido já, que os almadenses não querem o
MST/Combóio a atravessar o principal e único eixo viário de
Almada, porque a razão riscos/benefícios é muito elevada ?
Por
isso encomenda estudos de mobilidade para tentar convencer
alguém que é possível construir o seu MST/Combóio no centro
da cidade.
Eurico
Marques