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Obras do Metro
num impasse
atrasos
Câmara espera que
o troço Corroios/Monte de Caparica possa entrar em funcionamento
este ano
Ana Rute Silva
A Câmara de Almada garante que está
a dar o seu melhor para que o Metro Sul do Tejo (MST) circule
este ano no troço Corroios-Universidade. Maria Emília de Sousa,
presidente da autarquia, não se pronuncia sobre o impasse deste
projecto (de mais de 362 milhões de euros) remetendo os
jornalistas para um texto do boletim municipal.
«Não tenho nada a acrescentar ao balanço feito pelos serviços»,
disse, ontem, num encontro com jornalistas. No texto de duas
páginas do boletim municipal lê-se que «o ano de 2005 decorreu
sem que tivessem sido tomadas decisões fundamentais para que as
obras do MST progredissem normalmente».
Em causa está a ausência de projectos globais aprovados; a falta
das plantas parcelares dos terrenos a ceder para a construção
(teriam de ser entregues pela Equipa de Missão); o
desconhecimento da actividade da «comissão de acompanhamento da
alteração das condições da parceria público-privada», e a
indefinição sobre a localização do interface de Cacilhas, por
decidir desde 2001.
Sem prazos para o início da exploração, as obras continuam
«congeladas». A autarquia espera, porém, que o troço
Corroios/Monte de Caparica possa funcionar ainda este ano.
A edil reagiu ainda às críticas do BE e dos ambientalistas ao
Estudo de Impacte Ambiental dos novos parques de campismo. «É
preciso que as pessoas acordem mais cedo», disse, lembrando que
a localização dos parques no Pinhal do Inglês foi decidida em
2001 e que o Plano de Pormenor já foi ratificado pelo Governo.
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