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“Vamos verificar se a
denúncia tem consistência e, se houver solidez de prova,
será aberto um processo-crime”, disse ao CM Moreira da
Silva, procurador da República.
Um antigo responsável pela obra, José
Calisto da Silva, falou ao ‘Público’
da existência de irregularidades na construção do MST,
como falta de impermeabilização e gastos excessivos para
favorecimento de empresas.
“Podem estar em causa dois crimes, um de eventual
favorecimento e outro de
inobservação das regras técnicas e de
construção”, avaliou Moreira da Silva. “Vou ouvir o
porta-voz do metro, o responsável pela denúncia, as
empresas envolvidas e pedir relatórios da
Inspecção Geral do Trabalho
para ver se houve ou não fiscalização.”
Ao CM, o engenheiro Calisto
da Silva disse que “não sabia do processo, mas contava
com uma reacção”. |