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A construção do Metro Sul do Tejo está a transformar-se num negócio ruinoso para o Estado. O Tribunal de Contas fez, em Dezembro, uma análise às parcerias público-privadas nas concessões rodoviárias e ferroviárias. As alterações ao traçado da linha acarretam um prejuízo de 48 milhões de euros nas contas. Mas os números finais podem vir a agravar-se ainda mais

As obras do metro de superfície foram parcialmente interrompidas em Julho, porque os terrenos necessários não foram cedidos ao Governo pela Câmara de Almada, que discorda do traçado. Segundo fonte da Metro Transportes do Sul (MTS), a concessionária liderada pelo Grupo Barraqueiro e pela Teixeira Duarte, “desde Dezembro que as obras estão paradas e o estaleiro sem actividade”.

As carruagens deviam estar a circular desde 11 de Dezembro, mas permanecem estacionadas no estaleiro, em Corroios. Cada dia de paragem implica custos ao Estado e às empresas envolvidas. O CM tentou saber junto do Ministério das Obras Públicas e da concessionária qual o valor das perdas diárias e quais as condições do contrato celebrado entre as partes. Porém, ninguém assume em números os prejuízos provocados pelos atrasos na obra.

O Grupo Barraqueiro foi o único a responder às perguntas, sem contudo referir um único número. “Haverá eventualmente prejuízos decorrentes da suspensão das obras e do não cumprimento dos prazos contratuais”, foi a resposta.

COMISSÕES E TRIBUNAL

Os valores concretos foram remetidos
para uma Comissão de Acompanhamento da Alteração das Condições da Parceria Público-Privada Respeitante ao Metro Sul do Tejo. “As negociações sobre eventuais sobrecustos e outras matérias relativas ao contrato de concessão do MST decorrem já entre esta Comissão e a Concessionária.”

A avaliação do Tribunal de Contas é clara. “Os encargos envolvidos com estas alterações ao projecto inicial podem ascender, segundo estimativa da concessionária, a quase 50 milhões de euros.” Os números são provisórios e foram enviados àquele órgão em Maio de 2004. Para já, Ministério e MTS renegoceiam o contrato de concessão.

Diana Ramos

 

 

 

 

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