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Reuniões no
Parlamento para reclamar porto de abrigo
O Sindicato Livre dos Pescadores
vai pedir reuniões aos partidos com assento parlamentar para
reclamar a construção de um porto de abrigo na Trafaria.
Visivelmente indignado, o dirigente sindical Joaquim Piló reage
assim à notícia de que a construção do porto de pesca orçado em
10 milhões de euros não vai avançar para já, devido ao valor
"incomportável".
Recorde-se que, tal como o JN noticiou, a Administração do Porto
de Lisboa (APL) adjudicou os estudos para a requalificação do
núcleo de pesca, no valor de 29 mil euros.
"Sempre nos garantiram que havia dinheiro para fazer um porto de
pesca. Com o encerramento da Docapesca prometeram-nos um pontão
para embarcações maiores, uma rampa com escada larga, um
guindaste para retirar as caixas de peixe das embarcações, o
alargamento de terreno junto à Silopor para construir abrigos
para as redes dos pescadores?", enumera.
Joaquim Piló acrescenta à lista de promessas a protecção da zona
de abrigos de pesca e apetrechos e a colocação de mais poitas
(blocos de cimento com bóias para amarração dos barcos em água),
entretanto já garantidas pela APL. Ainda durante o mês de
Janeiro serão colocadas 60, num investimento de 13 mil euros.
"As obras eram para ter começado em Dezembro. Critico a APL por
ter divulgado estes estudos em comunicado e não ter informado o
sindicato. Oficialmente não sabemos de nada", lamenta. O
dirigente vai pedir audiências com os partidos políticos com
assento na Assembleia da República e defende que encerrar uma
estrutura como a Docapesca, em Outubro de 2003, "foi um crime".
Os estudos encomendados pela APL vão custar 29 mil euros e
deverão estar prontos até Março. A intervenção compreende um
novo posto de acostagem flutuante, a implantar ao lado do
existente, o alargamento da área de apoio em terra, incluindo a
sua pavimentação e a construção de uma nova vedação, a retenção
do terrapleno, o prolongamento da actual rampa e a construção de
instalações sanitárias. Ana Rute Silva |