|
Derrapagem de dois anos nas obras Polis da Caparica
programa Concurso da primeira obra foi finalmente
lançado e pode avançar este semestre Projecto de
requalificação do Jardim Urbano inclui construção de
144 fogos de habitação social
Ana Rute Silva
ACostapolis,
sociedade que gere o Polis da Costa de Caparica,
lançou o concurso público para a empreitada de
construção do Jardim Urbano na Mata de Santo
António, com um valor base de 5,6 milhões de euros.
Este é o primeiro projecto do programa de
requalificação a passar, finalmente, à fase de
concurso. As obras previstas no plano estratégico
deveriam terminar no final deste ano, mas atrasos
sucessivos têm dilatado o prazo (ver cronologia),
agora atirado para 2008.
Depois de adjudicada a obra, a empresa vencedora tem
300 dias para a terminar. Fonte da
Costapolis preferiu não
adiantar uma data concreta para a conclusão da
intervenção, porque "está condicionada ao resultado
da abertura das propostas". No entanto, se tudo
correr como previsto, a obra pode iniciar-se durante
o primeiro semestre.
Nos 14,5 hectares da área de intervenção deste Plano
de Pormenor, da autoria da Global Arquitectura
Paisagista, está prevista a construção de dois
parques infantis, um parque de merendas, um Centro
de Monitorização e Interpretação Ambiental e casas
de habitação social. Os moradores de Santo António
sempre se manifestaram contra esta solução que,
defendem, vai diminuir a qualidade de vida. Apesar
dos protestos, a Costapolis
assegura que "não houve qualquer alteração" ao
projecto que prevê a edificação de 144 fogos de três
pisos, em dois edifícios em banda que consolidam o
tecido urbano já existente.
"Tornar a Mata de Santo António da Caparica num
espaço urbano de ordem paisagística" é o objectivo
principal deste plano. Actualmente a área é ocupada
por barracas clandestinas e um parque de lazer pouco
qualificado que inclui restaurantes, parques
infantis e campo polidesportivo. A zona de
intervenção é limitada a norte pelos parques de
campismo do Inatel,
Orbitur e Escuteiros e a
sul pela linha de edifícios da Costa de Caparica.
Os prazos inicialmente previstos para o início e fim
das obras do Polis dilataram-se no tempo. Problemas
com a cedência de terrenos do domínio privado do
Estado para a sociedade
Costapolis, atrasos nas obras de defesa da
orla costeira da responsabilidade do Instituto da
Água e ameaça de falta verbas têm motivado atrasos
na execução do programa.
O Polis da Costa de Caparica abrange 650 hectares
(235 dos quais correspondem a terrenos do domínio
privado do Estado) e implica um investimento de 85
milhões de euros.
|