Terminal na
Trafaria em fase de discussão
Ana
Fonseca
A
deslocalização do terminal de
contentores da capital para o da
Trafaria, em Almada, e a consequente
construção de um ramal ferroviário de
ligação à rede nacional - inscrita no
Plano Estratégico de Desenvolvimento do
Porto de Lisboa - ainda não está
definida. A garantiu foi dada, ontem,
pela secretária de Estado dos
Transportes, durante uma reunião da
Comissão Parlamentar de Poder Local,
Ambiente e Ordenamento do Território, na
sequência de uma moção aprovada pela
Assembleia Municipal Almada (AMA) que
repudia os objectivos da APL.
Na audiência, convocada pela deputada do
BE, Alda Macedo, Ana Paula Vitorino
explicou que o plano estratégico da APL
não está concluído e que a revisão do
Plano Director Municipal (PDM) de Almada
ainda não começou. Portanto, avançou,
"apenas existem orientações do Governo
para cenários de crescimento dos portos
e de viabilização de infra-estruturas".
No entender da deputada do BE, o que
deve ser ponderado é a compatibilização
da intensificação do uso do terminal da
Trafaria, e de tudo o que isso poderá
significar em termos de criação de
acessibilidades e infra-estruturas, com
os projectos da autarquia que visam a
requalificação urbana da zona e a sua
valorização ambiental. Tal como aponta a
deliberação, aprovada em Novembro, pela
AMA.
Presente na sessão, o presidente da
Comissão Coordenadora de Desenvolvimento
Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT),
António Fonseca Ferreira, assegurou que
todos os planos e projectos estão a ser
estudados pelas entidades envolvidas,
tendo a última "palavra" o Plano
Regional de Ordenamento do Território (PROT).
Recorde-se que o Diagnóstico Prospectivo
e Opções de Desenvolvimento do plano da
APL prevê o aumento da movimentação do
terminal da Trafaria de 1,2 milhões de
toneladas/ano de granéis para seis
milhões, a disponibilização de uma área
com 63 hectares para parqueamento de
contentores e a construção de um ramal
ferroviário.
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