Sabe que os moradores, no pleno
exercício dos seus direitos
(deveres) cívicos de participarem na
resolução dos problemas da sua
comunidade, nas iniciativas que
tomaram, apenas se limitaram a
exigir que a proposta de alteração
de traçado que fizeram fosse
considerada num estudo comparativo
que viesse a ser efectuado entre as
várias soluções possíveis (a que foi
a concurso internacional, a que foi
“acordada” entre a Câmara Municipal
de Almada (CMA) e o Concessionário e
outras sem qualquer valia técnica)?
·
Sabe que o dono da obra, o Estado,
providenciou esse estudo comparativo
entre as cinco soluções apresentadas
publicamente pela CMA no qual
foram tidos em conta critérios de
exploração, traçado, ambientais,
ruído, patrimoniais, ordenamento do
território, componente social,
paisagísticos e ruído, entre
outros."?
·
Sabe que a solução vencedora foi a
Solução 5 (Rua de Alvalade),
exactamente a que havia sido
apresentada pelos moradores, pelo
facto de corresponder à solução que
se revelou como
a mais
favorável do ponto de vista
ambiental, dos custos de construção
e dos impactos para a população
residente?
·
Sabe qual foi o teor do
Despacho 06.07/05 SET (Secretária de
Estado dos Transportes) quando lhe
foi apresentado o resultado do
estudo comparativo e a melhor
proposta do mesmo? Passamos a
transcreve-lo:
"Concordo.
Comunique-se ao gabinete do MST que
deverá oficiar a CMAlmada no sentido
de obter a anuência para se avançar
com a solução proposta."
·
Sabe que as entidades auditadas pelo
Tribunal de Contas, o Ministério das
Obras Públicas, Transportes e
Comunicações e a Câmara Municipal de
Almada, no exercício do seu direito
ao contraditório (documentos que
fazem parte do relatório), omitiram
todos os factos a que nos referimos
anteriormente?
·
Sabe que, perante tais omissões e
graves consequências que possam
resultar das mesmas para a
comunidade onde vivem, os moradores
fizeram uma exposição ao Tribunal de
Contas?
Perante tais factos, ousamos
perguntar-lhe, Sr(a). Deputado (a) :
·
Continua descansado (a) face aos
desmandos da CMA ao não aceitar uma
justa e consciente decisão do dono
da obra, o Estado?
·
Não lhe interessará saber quais as
razões que parecem levar os autarcas
a “imporem” ao dono da obra, o
Estado (todos nós humildes cidadãos
e pagadores de impostos), uma
solução para o “Triângulo da
Ramalha” que não corresponde a
nenhuma das cinco soluções que foram
estudadas e apresentadas
publicamente de entre as quais
resultou a escolha da melhor
(Solução 5)?
·
Sabe quais são os “interesses”
defendidos pelos ditos autarcas? Os
dos cidadãos não são certamente, o
Estado não lhes “bate” assim…
Sr(a). Deputado (a), por dever do
cargo para que foi eleito (a), faça
o favor de, com os seus pares,
indagarem quais as razões que
parecem querer levar o Estado a
“acatar” as “superiores decisões” da
CMA. Depois de devidamente
informados, façam o vosso próprio
juízo e ajam em conformidade com o
mesmo. Nós já fizemos o nosso e não
aceitamos que os alegados interesses
inconfessáveis de alguns, possam
servir para esmagar os mais
elementares e justos direitos de
outros.
Os moradores e a democracia
ficar-lhe-ão muito gratos, com as
vantagens daí inerentes atendendo a
que o erário público não será tão
escandalosamente delapidado.
Com os melhores cumprimentos,
Os moradores da Rua Lopes de
Mendonça e muitos outros cidadãos
perplexos com o estranho “poder” dos
autarcas que integram a CMA, que
parecem querer decidir como se a
obra do MST e a cidade fossem
propriedades suas.
Almada, 10 de Fevereiro de 2007.
NOTA IMPORTANTE:
Sr(a). Deputado (a), não ignore o
teor deste e-mail, atendendo a que o
mesmo foi (vai) ser remetido para os
demais deputados com assento na
Assembleia da República e,
eventualmente, para outros órgãos do
poder (executivo e judicial) se tal
vier a ser julgado conveniente pelos
moradores, em função da decisão que
vier a ser tomada pelo poder
executivo em nome do verdadeiro dono
da obra, o ESTADO (e não a CMA).
TODOS, SERÃO CAPAZES DE ESCLARECER
AS NOSSAS JUSTAS PREOCUPAÇÕES E
DÚVIDAS, isto é, quem são os
verdadeiros interessados na adopção
de uma solução que não corresponde à
escolhida (fixada) pelo ESTADO?