|

Nesta paragem a arriba culmina a uma
altitude de cerca de 50m, ao contrário do que se verificava na região da
Costa de Caparica onde o topo de situava a cerca de 100m. A arriba
encontra-se bem vegetada o que a defende da erosão pluvial, sem dúvida a
mais importante, uma vez que não existem vestígios de erosão marinha
directa actual. No entanto, começa a observar-se neste troço o início de
interacções entre a arriba e a praia.
Outro elemento contrastante a Norte e Sul
deste local é a morfologia da extensão da planície litoral que,
aumentando para Norte, permitiu o desenvolvimento de extensos campos
dunares. As primeiras intervenções do Homem, no topo da arriba, data do
século XVIII e tinham como objectivo suster o avanço das areias para o
interior. Deste modo, o Rei D. João V mandou semear um extenso pinhal de
pinheiro manso, desde a praia do Rei até à Lagoa de Albufeira (Pinhal do
rei ou Mata dos medos - Freire, 1986). Na planície litoral a construção
de extenso parque habitacional conjuntamente com a implantação de áreas
hortícolas tem promovido a destruição da vegetação, incrementando a
erosão.
A cerca de 3m para Sul desta localidade,
junto à Mina do Ouro, ao processo erosivo provocado pela acção pluvial e
pelo escoamento que induz forte abarrancamento gerando cones de dejecção
no sopé da arriba, junta-se a acção erosiva das ondas, que remove os
sedimentos ali acumulados redistribuindo-os pelas praias. Deste modo,
para Sul da Fonte da telha a arriba passa a constituir fonte
suplementar, indirecta e depois directa, de alimentação das praias.
Trabalho realizado por:
Anabela
Cruces, Celso Pinto,
Maria Conceição
Freitas e César Andrade
Apresentação a cargo de:
Ana Isabel
Costa, Célia Maria
Gomes e Maria Valentina
Marques
|