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Freguesia de Laranjeiro

 
Primitivamente a designação Laranjeiro designava o lugar de uma propriedade pertencente a José Rodrigues, o “laranjeiro”, morador em Cacilhas e foreiro à Albergaria de S. Lázaro, por uma vinha no “Álimo”, em 1741.
O centro da povoação toma o nome do antigo proprietário, generalizando-se o seu uso a partir de 1870. Coincide, ainda, geograficamente com uma parte da Quinta do Álamo, como é actualmente conhecida, designada por lugar do Rato, topónimo que provém, também, do nome do seu proprietário em 1826, Francisco Rato.
Actualmente a designação Laranjeiro estende-se a um grande aglomerado urbano, autonomizado pela Lei n.º 126/85 de 4 de Outubro, que o separa da freguesia da Cova da piedade, à qual até então pertencera, com uma área de 863 ha.
Até à construção do Arsenal e Base Naval do Alfeite, o sítio do Laranjeiro era um lugar de passagem, ligando o sul do concelho de Almada a Cacilhas, pela estrada que passava por Barrocas e Cova da Piedade e se dirigia para a Mutela a norte de Almada.
O Laranjeiro era constituído por um vasto espaço rural, fragmentado em diversas quintas de que são exemplo as de Santo Amaro, do Laranjeiro, dos Álamos, do Rato, de S. Luís, de Santo António, dos Castanheiros e a de Janeiro.
Estas quintas eram fracamente povoadas até aos anos quarenta do presente século, quando a povoação acompanha a expansão urbanística e demográfica de Almada e da Cova da Piedade, movimento que se acentua, claramente, nos anos sessenta até à elevação a freguesia em 1985.
Em 1993, devido ao contínuo crescimento, a freguesia do Laranjeiro foi dividida, para dar origem à do Feijó, ficando a sua área em 400 ha.
No Laranjeiro está localizado o Alfeite, topónimo referido, pelo menos, desde o século XII. É constituído por uma porção de terras na margem sul do Tejo, entre o Caramujo e a foz do rio Judeu, formando o lado leste uma pequena península, rodeada a sul pelo esteiro do Talaminho.
A origem do topónimo não é muito clara, defendendo os estudiosos diversas propostas. Certamente tem influência árabe.
O Alfeite pertenceu à Ordem de Santiago, por doação de D. Sancho I, em consequência da doação de Almada à dita ordem militar em 1186. Voltou à posse régia no reinado de D. Dinis em 1298. Passando a pertencer ao dote das rainhas. D. João I doou-o a Nuno Álvares Pereira.
Alfeite era também a designação dada à praia do Tejo, fronteira ao Mara da Palha, que marginava a antiga Quinta da Penha, onde se construiu o paço do Alfeite.
A real Quinta e residência do Alfeite, foi conquistada aos árabes pelos primeiros reis de Portugal. Hoje está transformada num vasto complexo militar da Armada, a Base Naval de Lisboa, onde se situam estabelecimentos de ensino militar, Escola Naval, Fuzileiros e Grupo de Escolas da Armada: Comunicações; Limitação de Avarias, Artilharia, Armas Submarinas, Marinharia e especialização em línguas. E ainda instalações de apoio como Abastecimentos, Armamento Portátil, Submarinos e instalações fabris como o Arsenal do Alfeite.
A transferência das instalações militares para o Alfeite iniciou-se com a vinda da Brigada de Marinheiros, no princípio do século e mais tarde com a construção do Arsenal do Alfeite, Escola Naval, que para aqui se mudou em 1936, deixando as suas velhas instalações da Rua do Arsenal em Lisboa, e restantes serviços.
Lindíssima é a Mata do Alfeite que, apesar das numerosas construções militares, tem sido optimamente preservada.


 

 

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