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A
GUERRA
A violência sempre fez
parte da natureza humana. O primeiro conflito, organizado e documentado,
entre gupos, data de há dez mil anos. Um pouco mais tarde, a arte
rupestre no sudoeste de Espanha mostra grupos a lançarem setas, uns
contra os outros.
Com o desenvolvimento
económico e social, talvez depois de se tornarem agricultores, os grupos
mais numerosos e com mais recursos, antegonizavam os seus vizinhos ou
quem os tenta-se roubar. Quando as sociedades passaram a ser governadas
por chefes ou reis, os conflitos aumentaram ainda mais. Quanto mais
organizados se tornavam, mais mortífera era a guerra.
Placas de barro da
Grécia e da Mesopotâmia, mostram que havia quem só se dedica-se ao
fabrico e aperfeiçoamente de armas de guerra. Armaduras, armas, carros
de guerra e grupos que se especializavam em combate, mostram-nos que a
organização social, se baseava cada vez mais na guerra. O que hoje se
sabe, sobre a evolução, dos conflitos e instrumentos de guerra, deve-se
em grande parte às oferendas aos deuses, encontradas nos túmulos e ás
feridas que os esqueletos apresentavam.
Os cavalos foram
domesticados pela primeira vez, nas estepes russas, em 4.400 a.C.,
serviam para puxar os carros de guerra, em 1.000 a.C., apareceu a
cavalaria ligeira que atingiu o seu auge no primeiro milénio d.C.,
devido à invenção do estribo.
Os chineses inventam a
pólvora, por volta de 1.161 d.C., que passado muito pouco tempo, começa
a ser utilizada para fins militares. No séc. XIII, aparecem os canhões e
foguetes.
A Arqueologia pode e deve ser um factor decisivo na
descoberta da verdade nos relatos de guerra, pois não tendo participado
neles, pode avalia-los com isenção
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