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OBJECTOS DE VALOR
O Homo Habilis, adquire
a capacidade de fabricar utensílios, essa habilidade tornou-nos , os
mais fortes, com mais capacidade de sobreviver num mundo adverso. Nem
sempre os objectos tinham um uso prático, muitos foram os que apenas
possuíam valor cultural, simbólico ou religioso, serviam para fazer a
diferença entre classes. Quem os possuía, tinha poder e riqueza.
Na europa
pré-histórica, o jade foi considerado precioso. Na América central, até
à conquista espanhola, na China e na Nova Zelândia, era o ouro o metal ,
mais considerado. A diversidade de zonas e o seu afastamento em termos
geográficos, só pde querer dizer que esses metais tinham alguma, coisa
de especial. Realmente, ambos têm uma enorme durabilidade—são raros—e a
sua beleza é inegável. Eram para ser vistos e admirados. O ouro nunca
perde a cor nem cria manchas.
O ouro, oâmbar, a
turquesa e o jade são raros, o seu transporte ainda os encarecia mais,
só os ricos podiam comprar estes materiais, que eram trabalhados por
artesãos especializados. O ouro no Egipto e o jade na China eram
símbolos de eternidade, por isso são vulgares nos túmulos dos
governantes. Apareciam também em locais destinados aos cultos
religiosos.
O ouro, o lápis-lazúli
e a cornalina eram enterrados por baixo dos templos da Mesopotâmia, como
oferenda. A igreja católica, ainda hoje usa cálices de ouro. Os machados
de jade polido, do período do Neolítico, encontrados na europa, deviam
ser símbolos de poder e eram enterrados com os seus donos.
O desenvolvimento das
sociedades, fez crescer a procura de sinais exteriores de riqueza e
poder, o que incentivou o desenvolvimento do comércio e contribuíu para
o avanço das tecnologias e da arte.
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