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ORIGENS HUMANAS

                        OS ANTEPASSADOS DOS SERES HUMANOS

            Temos a mesma constituição base e genética semelhante aos grandes símios vivos, por isso, diz-se que tivemos, há vários milhões de anos, um antepassado comum. Homens e macacos são conhecidos no seu conjunto, por hominídeos.Os primeiros foram encontrados em África e as diferenças eram muito acentuadas.

 

            A descoberta mais antiga, pertence a um grupo do género Proconsul, não possuíam nenhumas das caracteristícas dos hominídeos (esmalte dos dentes mais espesso e capacidade de andar sobre os nós dos dedos). A primeira espécie com estas capacidades, foram os Kenyapithecus (grupo que combina o macaco grande e o humano). Os mais antigos fósseis de hominídeos, encontrados fora do continente africano, foram os Ramapithecus e os Sivapithecus—com cerca de 11 a 13 milhões de anos.

            Acreditava-se que nos ramapithecus se teria dado a separação, mas a teoria do «relógio molecular», diz que a separação só se teria dado, à 5 ou 6 milhões de anos. Investigações viriam mais tarde a provar que os ramapithecus não foram os primeiros hominídeos, mas que serão aparentados com os orangotangos.

            Infelizmente não existem fósseis relevantes do período em que se terá dado a separação(5 a 8 m. a.) É provável que tenha vivido em habitats, nos bosques ou savanas dos trópicos de África, tamanho médio, andava nas quatro patas, por vezes nas duas posteriores, corpo coberto de pêlos, rosto pequeno, olhos muito afastados, nariz arrebitado e achatado e mandíbulas fortes. Por ter sido um grupo muito pequeno que viveu pouco tempo, é muito difícil encontrar espécimes

            Há 4 m. a., as caractristicas que permitem distinguir entre humanos e macacos, já existiam em África. As modificações nas ancas e nos pés, davam-lhes a capacidade de se manterem erectos e de caminhar sobre duas pernas (bipedismo). O tamanho do cérebro, aumentou e a mandíbula passou a ser curva sem caninos salientes. As mudanças, necessárias para se chegar ao esqueleto moderno foram minímas. A evolução a nível de inteligência, foram abissais, foi esse facto que realmente levou à separação entre homens e animais.

                                    OS PRIMEIROS HOMINÍDEOS EM ÁFRICA

            A evolução humana teve por base a deslocação na posição erecta. Em África—1978—descobriu-se em Laetolil, norte da Tanzânia, pegadas com contornos de pés humanos, que foram datados de há pelo menos 4 milhões de anos. Eram cerca de trinta pegadas, de dois adultos e de uma criança. Os adultos teriam, entre o 1,1 e 1,4 metros de altura e cerca de 27 kg.

 

            Só existiam fragmentos de esqueletos até se ter encontrado—LUCY—EM Hadar- regiáo de Afar—na Etópia. O esqueleto está práticamente inteiro e tem cerca de 3,4 m. a.

            Lucy era uma mulher adulta, pequena mas robusta, adaptada à marcha erecta, mas com algumas caracteristicas dos macacos. Foi catalogada no grupo dos hominídeos, conhecidos como australópithecus. Estes existiram em África há cerca de 4 a 1,7 m.a.

            Devido às caracteristicas do crânio e dos dentes, reconhecem-se quatro espécies diferentes de hominídeos:

--Australopithecus afarensis-com cerca de 4 a 3,2 m.a. a.C.—do qual Lucy faz parte

--Australopithecus africanus-com cerca de 3 a 2 m.a. a.C.—rosto mais robusto e saliente, dentes molares maiores.

--Australopithecus robustus-com cerca de 2 a 1 m.a. a.C.—perfil côncavo, mandíbulas volumosas, testa saliente, cérebro maior.

--Australopithecus boisei-com cerca de 2,7 a 1,7m.a. a.C.—uma espécie igualmente robusta.

            Estas quatro espécies são aparentadas. O primeiro HOMO, de cerca de 2,5 m.a. a.C., foi descoberto em Olduvai, na Tanzânia, era o HOMO HABILIS—cérebro maior, crânio arredondado e rosto já muito humano.

            Em Nariokotome, no Quénia, descobriu-se o esqueleto de um rapaz de 12 anos, com cerca de 1,7m.a., cujas diferenças, com um rapaz dos nossos dias são muito ligeiras.

                                    OS PRIMEIROS CAÇADORES-RECOLECTORES

            Uma das grandes características dos humanos, é a capacidade de fabricar utensílios. Há cerca de 2,5m.a., apareceram os primeiros utensílios de pedra, que marcam o arranque cultural. Os mais antigos foram encontrados em Hadar- Etiópia e têm cerca de 2,5m.a..Os que foram encontrados em Olduvai eram de basalto, lava, quartzo e quartzito-são de uma época mais recente.

            Os primeiros humanos, aproveitavam a carne de animais mortos por outros animais carnívoros. Mas há cerca de 1,5m.a., com o aparecimentodo homem erectus, os utensílios sofreram mudanças. Desenvolveu-se a indústria acheulense—machados bífaces e machadinhas. Há indícios que levam a crer que o homem deixou de ser necrófago, para se tornar caçador activo, contudo as plantas continuaram a ser um dos seus principais alimentos

            Em Kalambo Falls, descobriu-se , vestígios da utilização da madeira, no fabrico de mocas e de paus para escavar. Não se sabe ao certo quando é que começaram a utilizar o fogo, mas Chesowanja, há sinais de uso de fogo com mais de 1m.a.

                                                O IMPACTO DO CLIMA

            O clima sofreu mudanças radicais, ao longo dos últimos 16 milhões de amos. A Idade do Gelo (período do Plistocénico), começou há cerca de 2 milhões de anos. Ficou caracterizado por fases muito frias e outras mais quentes. A influência do clima, deixou as suas marcas, na paisagem, nas plantas e nos animais.Em épocas diferentes, a Grã-Bretanha foi o habitat de alguns animais que agora estão associados a África e ao Ártico.

            Os núcleos oceânicos, mostram as mudanças climatéricas de uma maneira mais eficaz ,do que as terrestres, os leitos dos oceanos não sofrem tanta erosão.

            Cada período glaciário teve um impacto diferente, tudo dependia da extensão do gelo para sul, do tempo que durava e do efeito que tinha sobre a paisagem, as plantas e os animais. As alterações tiveram efeitos mais acentuados nas latitudes meridionais e setentrionais, mas também se fizeram sentir nos trópicos.

            Os vastos lençóis de gelo, cavaram vales profundos, formaram depósitos de argila, penedos e alteraram os cursos dos rios. A quantidade de água derretida e da chuva, ditavam a porção de terra disponível, para alimentar os animais e deixar viver as plantas necessárias, à alimentação do homem da pré-história.

            Na Europa, podia ir-se a pé, de França a Inglaterra. Na Ásia oriental, o Japão e Java estavam ligados ao continente. A Sibéria e o Alasca, estavam unidos, onde hoje se situa o Estreito de Bering.

            O homem pré-histórico, foi o animal que melhor se adaptou às mudanças climatéricas, pois muitas foram as espécies que se extinguiram.

                                    OS PRIMEIROS HOMINÍDEOS NA ÁSIA ORIENTAL

            O vestuário, o uso do fogo e a construção de abrigos, permitiram aos hominídeos espalharem-se por quase todo o mundo. Os primeiros povoadores da Ásia oriental, usavam utensílios de pedra de formato irregular, utilizavam o bambu e o rotim, para fazer os seus equipamentos. O fogo servia para se aquecerem e para cozinhar, foram encontrados vestígios de fogo em quase todos os locais do Paleolítico Inferior.

 

            As primeiras provas de humanos na Ásia Oriental, provêm de duas regiões:

--Yuanmou-1,7 milhões de anos.

--Sangiran em Java-1,3 milhões de anos.

            Em ambos existiam vestígios do Homo Erectus, imensos utensílios de pedra, fogo, ossos de animais e restos de plantas, associados a grutas calcárias.

            A gruta mais conhecida é Zhoukoudian, onde se pode encontrar um depósito arqueológico com mais de 50 metros de espessura, dividido em 11 camadas que abrangem, o período de 450.000 a 350.000 a.C.

            Muitas das áreas povoadas pelos primeiros humanos estão agora debaixo do mar da China Meridional, onde outrora, haviam ricas planícies costeiras.

            Na zona tropical, na Tailândia, descobriu-se recentemente três locais, que se pensa terem cerca de 600.000 anos. No Vietname, em Lang son, descobriu-se, em grutas, vestígios do homo erectus. Mais a norte, na Coreia, fez-se uma descoberta do mesmo período.

            Os primeiros humanos modernos da Ásia Oriental, foram encontrados em Java e na China. Em Zhoukoudian, os povos apresentavam um progresso significativo em relação aos outros do mesmo período. Tinham utensílios de pedra mais aperfeiçoados, sepulturas, ornamentos (por exemplo, dentes de animais perfurados). Viviam da caça e da recolha de produtos da natureza. Já havia divisão de tarefas.

 

            Foi desta região, que se deu o salto para a última grande expansão humana----Austrália e Américas.

                                    OS PRIMEIROS HOMINÍDEOS NA EUROPA

            Vieram de África há cerca de 1 milhão de anos, aqui iníciaram a fase do Paleolítico Inferior, que vai durar até ao Paleolítico Médio, há 200.000 anos.

            O clima na europa, alteravav entre fases quentes e fases muito frias, o baixamento do nível do mar, permitiu que os humanos se expandissem. A falta de fósseis desta altura, não nos permite ter certezas. Sabemos que viviam da caça e da recolha de alimentos, deslocavam-se sanzonalmente, utilizavam utensílios de pedra (bífaces) e alguns de madeira, tinham fogo e usavam vestuário devido às fases frias do clima.

 

            Em França, na Checoslováquia e na Jugoslávia, foram encontrados utensílios, feitos de calhaus percutidos, que indica uma ocupação anterior a 700.000 a.C. Por toda a europa, junto a rios e a lagos, encontraram-se vestígios e fósseis humanos, que datam de uma época, entre 700.000 e 400.000 a.C, Um dos mais conhecidos, é a mandíbula de Mauer, com dentes muito grandes mas sem queixo saliente. Será erectus ou sapiens? Os cientistas ainda não chegaram a um consenso.

 

            No sul da França, no sítio costeiro de Terra Amata, descobriu-se uma série de cabanas simples de madeira, uma pegada humana e fezes fossilizadas, que continham pólen e parasitas intestinais. Há imensas provas de caça de animais de grande porte assim como do uso do fogo.

            Entre 400.000 a 120.000 a.C., apareceu um novo método de trabalhar a pedra, técnica do núcleo preparado, trabalhavam a pedra para lhe dar a forma que queriam.No último período interglaciário (120.000 anos), os humanos da europa, apresentavam muitas das características físicas, que na fase seguinte se tornaríam mais evidentes.

                                    OS HOMENS DO NEANDERTHAL

            Ficou a ser conhecida pela fase dos homens das cavernas, existiram há cerca de 120.000 anos e viveram na Eurásia ocidental, até há cerca de 35.000 anos.Tinham um esqueleto forte e pesado, face muito desenvolvida, nariz grande e largo, dentes grandes, o tamanho do cérebro é semelhante ao do homem moderno, enterravam os mortos e praticavam rituais.

            Viviam desde os desertos do Médio Oriente, até à região fria do centro da Europa, caçavam animais de grande porte, em locais que não houvesse madeira, devido ao clima, usavam os ossos desses animais para fazer fogo ou armações para as tendas.

            Faziam utensílios de pedra Musterienses (lascas, pontas e raspadores) e também a partir da técnica Micoquense—bífaces lanceolados e muito bem trabalhados.

            Têm sido considerados primitivos e abrutalhados, mas são eles que mais se assemalham ao homem moderno. Na sepultura de um velho, em Shanidar, no Iraque, foram descobertas, restos de flores. Em vida este homem não tinha um braço, era cego de um olho e as feridas que tinha nas pernas, tornavam-lhe o andar muito difícil.

            Mais para Oriente, na sepultura de uma criança encontrou-se uma enorme quantidade de chifres de Íbex.

            Há pouco tempo no Sudoeste da França, encontraram-se vestígios que revelam que os homens do Neanderthal, eram muito idênticos , às primeiras populações modernas: robustos, adaptados a uma vida em condições severas, mas mostrando sinais de humanidade moderna, no enterro dos seus mortos e na organização social.

                                    OS PRIMEIROS HUMANOS MODERNOS

            Foi no continente africano, no Paleolítico Médio, há cerca de 100.000 anos, que apareceu o grupo do Homo Sapiens Sapiens. A evolução foi enorme, retiravam à pedra lasca por lasca, apareceram as pontas triangulares, lâminas de lados paralelos que podiam ser montados em ossos ou cabos de madeira. Muitos destes utensílios de materais combinados, foram encontrados no Sara, vestígios de uma época em que esta região ainda era agradável.

 

            Na foz do rio Klasies e em Hava Fleah, na costa da Líbia, os enormes depósitos de conchas, prova que os recursos marinhos, já eram utilizados. Em algumas cavernas da África Austral, há indícios que provam, que secavam a carne e que a armazenavam. Praticavam a agricultura e controlavam o fogo.

            Habitaram em vastas regiões de África, inclusivé nas florestas tropicais. Os utensílios eram fabricados consoante as necessidades.

            O Paleolítico Médio, dá-nos as primeiras provas do lado artístico do homem, o ocre, deveria ser utilizado para pintar o corpo. Na Namíbia, na gruta Apolo 11, encontraram-se quatro pinturas rupestres.

                                    O POVOAMENTO DA AUSTRÁLIA

            Povos vindos da Ásia por duas vias prováveis—da China Meridional, para a Nova Guiné, passando pelas Filipinas e—vindos do Sudoeste asático para o norte da Austrália, passando pelas ilhas da Indonésia.

            Ambas as rotas, obrigavam a atravessar pelo menos 60 km de mar, para isso, seriam necessárias embarcações. A Nova Guiné e a Tasmânia, só se separaram da Austrália há cerca de 100.000 anos,os únicos que conseguiram atravessar o mar, foram o homem, o dingo e a ratazana.

            Nas rotas de migração para a Austrália, são escassos os vestígios. No lago Mungo, agora seco, foram encontradas, sepulturas de corpos cremados, moluscos de água-doce, peixes e pequenos marsupiais. Em Keilor, encontraram-se crânios. Em ambos os locais os ossos pertencem ao Homo Sapiens Sapiens.

            O primeiro povoamento deve ter acontecido na altura do baixamento do mar, 50.000 ou 60.000 anos. Os primeiros grupos instalam-se nas zonas costeiras e ao longo de grandes rios, com a subida do nível das águas (10.000), são obrigados a fugir para o interior, onde o homem tem de se adaptar ao clima desértico. É por esta altura que surge outra variedade de tipos humanos, com um crânio pesado e robusto, que podem ter sido resultantes de uma vaga, posterior de imigrantes ou o resultado, de uniões entre os grupos locais, que eram uma comunidade pequena e isolada.

                                    O POVOAMENTO DAS AMÉRICAS

            Os actuais índios norte-americanos, descendem de povos asiáticos que chegaram à América do norte atavés do Estreito de Bering, durante uma baixa do nível do mar, provocada pela glaciação. Atravessaram uma ponte terrestre conhecida por Beríngia, que ligava a Sibéria ao Alasca. Há no entanto uma grande controvérsia, sobre a altura em que o novo mundo foi povoado pela primeira vez.

 

            No Alasca e em Yukon, locais que deveriam ter sido povoados primeiro, quase nada foi encontrado. Os indícios mais antigos dessa região, foram descobertos na gruta Bluefish, na cordilheira Keele, com 12.000 e 15.000 anos. Microlâminas lascadas, que seriam colocadas, na ponta dos ossos e que serviriam como lanças, pertenciam a uma técnica que teve origem na Sibéria, ao ser encontrada no noroeste americano, prova que a migração foi de ocidente para oriente, através da Beríngia.

            Os caçadores da Beríngia ficaram isolados pelos gelos que cobriram a maior parte do Canadá, durante a última glaciação.

            Na América do norte, os sinais, tornam-se abundantes depois do desaparecimento do gelo, há 11.500 anos, é por essa altura que aparece a tradição Covis. Sítios no Missuri, Idaho e Oregon, têm vestígios de há cerca de 13.000 ou 14.000 anos. A datação por radiocarbono, permitiu datar uma ponta de madeira, usada para matar uma tartaruga gigante, em Little Salt Spring, na Flórida, que revelou ter 12.000 anos. Em Meadwcroft, na Pensilvânia, há vestígios com cerca de 16.000 anos.Na América do sul, há artefactos anteriores aos da América do norte, na gruta deFell, na Patagónia, de 12.000 a.C.. No Perú, Argentina e Colômbia há vestígios de 14.000 a.C..

 

            O povoamento de Monte Verde, mostra que havia um profundo conhecimento da zona(13.000 a.C.), o que não seria possível, numa primeira vaga de colonos. Cinco pedras lascadas e uma possível lareira, descobertas por debaixo da povoação principal de Monte Verde, datados de 33.000 a.C., são a prova deste facto.

            No nordeste do Brasil, em Pedra Furada, a datação de carbono, indicam que o seu povoamento terá ocorrido, em 32.000 a.C., foi encontrada uma lareira rodeada de utensílios de lascas, seixos e pedaços de rocha pintada que teriam caído das paredes do abrigo.

            Mas para isto ser possível, os primeiros a chegarem à América do norte, teriam de o ter feito, há pelo menos 40.000 ou 45.000 anos, as provas que existem dos primeiros habitantes só têm a data de 15.000 a.C., o que deixa perceber que ainda faltam descobrir algumas peças, do puzlle, do povoamento das américas.

                                    OS CAÇADORES-RECOLECTORES EUROPEUS

            Na Europa aparecem os primeiros humanos anatómicamente modernos, que evoluíram em África, há 100.000 anos e que vieram para a Europa, há 35.000.

            É o Paleolítico Superior, entre 35.000 e 12.000 anos. Neste período, há vestígios de estruturas sociais complexas, objectos de arte: estatuetas de Vénus, pinturas rupestres e ornamentos pessoais. Houve rápidas evoluções nas técnologias, como a de extrair lascas por pressão, que permitia fabricar utensílios mais perfeitos- propulsores de lanças- arcos-redes de pesca-anzóis, etc. Os raspadores e buris, serviam para trabalhar os ossos e as armações de veados.

            Com a última glaciação, os objectos mudam, são cada vez mais pequenos (micróliticos) e passam a ser feitos de materiais que resistem melhor ao frio.

            Algumas povoações têm grandes cabanas e tendas, em algumas encontraram-se sítios próprios de armazenamento. Se tudo corria bem, podiam viver da carne armazenada, senão íam à procura das manadas, mas a maior parte do grupo ficava no acampamento de apoio. Os vários grupos existentes encontram-se e efectuam-se trocas comerciais.

            A arte tinha um papel importante nos rituais religiosos ligados à caça, fertilidade e iniciação dos jovens. A decoração de objectos pequenos, começou a ser usada por toda a Europa, a arte rupestre foi mais divulgada no sudoeste da França e no norte de Espanha. Usavam corantes naturais, como o ocre, a partir dele conseguiam fabricar: vermelho, castanho e amarelo, ocm os óxidos de maganés, faziam o preto e o violeta.

            Pintavam sobretudo animais, muito poucas figuras humanas. Faziam objectos de barro, esculturas, gravações em ossos e pequenas placas de pedra.  

            A vénus, de seios e nádegas enormes deveria ser, a figura da deusa-mãe. A arte rupestre, estaria provávelmente ligada a rituais, que pediam a fertilidade das manadas, sucesso na caça e à iniciação dos jovens.

 

 

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