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IMPÉRIOS DO VELHO MUNDO
O IMPÉRIO ASSÍRIO
O declínio do Egipto e
dos Hititas, no final do 2º milénio, deixaram uma enorme variedade
decidades-estados, já formadas, no Próximo Oriente. Nos 500 anos
seguintes, apareceu o reino de Israel, as cidades mercantis fenícias
cresceram e nasce o poderoso reino de Urartu, nas montanhas da Arménia.
O Império da Assíria,
surge no norte da Mesopotâmia e consegue unir o Próximo Oriente. Teve
três capitais: Nimrud—Khorsabad e Niníve. Eram todas elas grandiosas,
dominadas por uma cidadela, onde se podiam encontrar, templos e
palácios, mais abaixo a população.
Ligado à cidadela,
ficava um palácio-arsenal (onde se guardava, material militar e espólios
de pilhagens feitas em campanhas no estrangeiro). Os palácios estavam
decorados com cenas de vitórias militares assíria, nos relevos
palacianos, podiam ver-se vários tipos de infantaria, lanceiros armados
com cotas demalha e grandes escudos, os cavaleiros não tinham selas nem
estribos, mas quer eles, quer os cavalos estavam cobertos com armaduras.
Os carros de guerra levavam: o condutor, o porta escudos e os archeiros.
Eram puxados por dois ou três cavalos.
Foi esta destreza na
guerra, que lhes permitiu unir o Próximo Oriente. O reino estava
dividido, num sistema de províncias, cada uma tinha o seu governador. O
reino de Israel, resistiu durante algum tempo, mas no fim do séc.
VIIIa.C., foi absorvido.
O reino de Urartu, foi
o único a escapar das malhas do império, do qual foi sempre uma rival
rica e sofisticada.
No séc.VIIa.C., os
inimigos da Assíria, uniram-se e derrubaram-no, Niníve e Nimrud foram
saqueadas e destruídas.
O PRIMEIRO IMPÉRIO PERSA
O Império Aqueménida da
pérsia, nasceu em meados do séc. Via.C. e foi o maior de todos. Sabe-se
muito pouco sobre a vida das pessoas vulgares, a investigação
concentrou-se nos grandes edifícios públicos. Só os palácios de
Persépolis, Pasárgada e Susa form objecto de grandes escavações.
Susa, foi construído
num local, onde já tinha existido uma cidade, os outros dois não. As
inscrições revelam que povos de várias partes do império, fizeram estas
construções, o que explica a variedade de estilos arquitectónicos.
Alguns relevos de
Persépolis, mostram delegações de 23 povos diferentes, trazendo
oferendas e tributos.
Era um império muito
vasto, o que tornava necessário, uma boa rede de acessos. Alguns
escritores gregos, falam da Estrada Real de Sardis, com estações de
correio e estalagens oficiais. Há pouco tempo foi encontrado um saco de
couro que continha correspondência entre Aesan ((governador do Egipto),
que se encontrava na corte de Susa ou da Babilónia e os seus oficiais,
que estavam no Egipto, a data destes documentos é de410 a.C. e estão
escritos em aramaico, a língua oficial dos aqueménidas.
A GRÉCIA CLÁSSICA
A estrutura política e
económica da Grécia Micénica, quase que desapareceram (XII a.C.), mas em
900 a.C., o reatamento do comércio com a Itália e o Levante, alterou
essa situação.
As montanhas dividiam o
país em várias bacias férteis, em cada uma formou-se um pequeno estado.
Quando a riqueza e segurança aumentaram, foram construídos alguns
edifícios que seriam o orgulho grego. O templo principal, grandioso e
feito de materiais requintados. O ginásio, revela a importância que os
gregos davam à boa forma física. O teatro e o Odeão, serviam para a arte
de representar, espectáculos musicais e poesia.
Os tribunais e as
câmaras, eram os sítios onde se discutiam e regulamentavam, questões
privadas e públicas. Na Ágora ou praça pública faziam-se as transações
comerciais.
Com o aumento das
populações, eram necessárias quantidades cada vez maiores de alimentos,
que eram importados, para pagar esses produtos de primeira necessidade e
outros eram cada vez, fabricados em maior número.
Fundaram-se uma vasta
rede de olónias, desde o Mediterrâneo Ocidental até ás costas orientais
do Mar Negro, cuja principal actividade era o comércio, as que foram
criadas posteriormente, serviriam para aliviar os excessos
populacionais. O acesso ao mar era muito importante, por isso todas as
colónias, se fixavam na costa ou perto dela.
Nos outros impérios os
edifícios mais importantes eram os palácios, na Grécia os de mais relevo
eram os de natureza comunitária, como os templos, teatros, etc.
ATENAS—UMA CIDADE-ESTADO GREGA
No séc. V a.C., era o
centro cultural e intelectual, do mundo grego clássico. A sua acrópole,
foi construida num sítio íngreme e fortificado, a partir de 432 a.C.,
foi dominada pelo Pártenon, que foi construido para substituir o templo
de Atena, destruido pelos persas em 480 a.C.. Era de mármore e foi o
palco das maiores celebrações religiosas que tinham lugar de quatro em
quatro anos.
No teatro de Dionísio
foram representadas peças dos dramaturgos atenienses, como Sófocles e
Aristófanes.
As casas particulares
eram pequenas e irregulares, o chão era de terra e no centro havia um
pátio. As casas de campo eram maiores. As ruas eram estreitas e sinuosas
não eram pavimentadas.
Atenas, foi um dos
pioneiros na cunhagem de moedas, para obter o metal necessário, explorou
as minas de prata de Laurium.
Apesar de ter sido
derrotada por Esparta em 404 a.C., Atenas manteve muito do seu
prestígio. No séc. III a.C. , foi saqueada e perdeu grande parte do seu
prestígio que só viria a recuperar no séc. XIX.
O HELENISMO NA ÁSIA
A fundação de novas
cidades de colonos, serviam para manter o controlo militar e político,
em territórios recentemente conquistados. Estas cidades, adoptaram uma
disposição em quadrícula.
A arte helenística,
tinha como base, a Grécia clássica, mas introduziu algumas mudanças. As
estátuas tornaram-se mais reais. O sarcófago de Alexandre é notável,
como exemplo das esculturas helenísticas.
Os monarcas encorajavam
o estudo, diz-se que a biblioteca de Pérgamo tinha cerca de 20.000
obras.
Conheceram progressos
impressionantes no campo da engenharia, manufactura e comércio.
A EUROPA CÉLTICA
Os vestígios ligados à
cultura céltica, só apareceram por volta de 800 a.C., no sul da Alemanha
e nos Alpes Orientais.
No 1º milénio a.C. foi
intruduzido na Europa, a metalurgia do ferro, os primeiros trabalhos
(espadas), foram encontrados no cemitério de Hallstatt, na Aústria, é
também aqui que se encontram provas do aparecimento de uma nova
aristocracia e de maiores diferenças sociais.
O comércio com as recém
fundadas colónias gregas, deu lucros que contríbuiram para o
desenvolvimento de um importante centro céltico e de uma fortaleza em
Mont Lassois, no leste da França.
No séc. Va.C. o centro
de riqueza, saiu de Hallstatt e foi mais para norte, para a Alemanha
Ocidental, Hunsruck-Eifel. Aparece um novo estilo artístico-o estilo
céltico La Téne. A partir de 400 a.C., dá-se uma diminuição da riqueza-
«Idade das Trevas», que dura até 250 a.C. , altura em que ocorreram as
invasões célticas. Saquearam Roma em 390 a.C. e Delfos em 272 a.C.
Nos últimos três
séculos a.C., a Europa céltica, desenvolveu a cunhagem de moeda, os
estados progrediram, apareceram grandes povoações—as oppidas, que eram
fortificadas. Os eifícios eram de madeira—casa,oficinas, armazéns,
celeiros. As casas da elite eram cercadas por paliçadas.
Só a Irlanda e o norte
da Escócia, estavam fora dos limites do Império romano, o que as tornou
no núcleo, portador da cultura celta pura até ao início da Idade Média.
A ASCENSÃO DE ROMA
Os etruscos eram povos
originários da Toscânia. Por volta de 800a.C., fundam cidades
no centro da Itália. Eram conhecidos pelos seus trabalhos em metal,
pelas suas belas pinturas murais e peças de cerâmica. As suas cidades
usavam a disposição em quadrícula. Utilizavam o alfabeto grego.
Roma era uma pequena
aldeia, à medida que o poder dos etruscos diminuía o de Roma aumentava,
por volta de 250 a.C. já controlava toda a Itália.
No séc. III a.C., o uso
do betão, revolucionou a engenharia romana, construiu-se a Muralha
Serviana em volta da cidade, assim como estradas e aquedutos.
A potência marítima da
altura era Cartágo e lógicamente que a expansão romana criou conflitos,
as Guerras Púnicas, que visavam o controlo do Mediterrâneo, duraram mais
de um século. Aos poucos Roma apoderou-se de fortes cartagineses, invade
a Península Ibérica e o norte de África, até que por fim em 146 a.C.,
conquista Cartago.
Roma expande-se e
rápidamente o Mediterrâneo se torna um lago romano.
O IMPÉRIO ROMANO
No seu auge—séc. II
a.C., tinha uma extensão de 4.000 km—no sentido leste-oeste e de 3.700
km no setido norte-sul.A sua população era de cerca de 50-60 milhões. A
base do império, era o exército com aproximadamente—300.000 soldados,
que guardavam os limites do território.
A agricultura era a
principal fonte de riqueza assim como o comércio. O império romano
estava dividido em duas partes:
--a oriental, onde o grego era a
língua principal,
--a ocidental, a latina.
Estas duas partes
começaram a separar-se no séc. III a.C. No séc. V , o contolo de Roma no
ocidente acabou, o oriental continuou com capital em Constantinopla.
ROMA—UMA CIDADE IMPERIAL
O uso do betão,
surpreendeu o mundo. Augusto dizia, que Roma era uma cidade de tijolo
quando lá chegou e de mármore quando a deixou.
O Arco Triunfal, os
balneários, o teatro, o anfiteatro e o circo, eram grandes projectos de
edifícios públicos. Constantino, o Grande, que por pouco tempo conseguiu
juntar as duas partes do império, encerrou a era de Roma, quando fundou
em Constantinopla a sua «nova roma»--330 d.C.
Mas também foi este
imperador que trouxe a Roma a sua era mais esplendorosa ao construir
monumentos grandiosos, como o arco com o seu nome e várias igrejas.
POMPEIA—UMA CIDADE ROMANA
Pompeia, Herculano e
Stabias, são tesouros arqueológicos, pois ao serem destruídas pela
erupção do Monte Vesúvio—em 24 de Agosto de 79 d.C., ficaram conservadas
tal e qual como eram, foram inclusivé descobertos corpos de pessoas que
íam a fugir, é um cápsula de tempo.
Em Pompeia, uma cidade
de importância secundária, o poder político estava nas mãos dos romanos,
mas tudo o resto, pouco tinha mudado, os edifícios públicos, como o
teatro, os balneários a Basílica e o templo de Júpiter, eram de estilo
grego.
O seu estudo
permitiu-nos conhecer com mais pormenores a vida das pessoas vulgares.
O MUNDO GERMÂNICO
Para além dos limites
setentrionais, do mundo celta e romano, a Europa germânica de 500 a.C. a
650 d.C., era uma região de pequenas aldeias, que aos poucos se foram
transformando em estados. Descobertas em pântanos da Dinamarca e do
norte da Alemanha, de navios de madeira, utensílios, armas e corpos
sacrificados, fazem desta região, a mais interessante da Europa deste
período.
O habitante tipíco, era
camponês e vivia numa pequena aldeia ou quinta. A agricultura e a
indústria, desenvolveram-se com a introdução do ferro, que em III—IV
d.C., era já produzido em grande escala na Boémia e no sul da Polómia.
Os achados mais
conhecidos são os de cadáveres, cuja pele, vestuário e feições foram
conservados pelas águas dos pântanos. Em Tollund na Dinamarca, um corpo
encontrado, ainda tinha um nó corredio à volta do pescoço, os seus dedos
mostram que nunca tinha trabalhado com as mãos.
A partir de III d.C.,
surgiram pequenos reinos que se expandiram, atrav´es do mar colonizaram
uma grande parte daGrã-bretanha.
OS NÓMADAS DAS ESTEPES
Prados que se estendem
da Manchúria, no oriente até à Russia europeia no ocidente. As zonas
mais temperadas do Vale de Dnieper, já eram habitadas no 5º milénio a.C.
No 2º , apareceram economias nómadas, muito dependentes do cavalo.
Documentos escritos por
gregos, persas e chineses, dizem que as sociedades das estepes eram
hierarquizadas, com chefes guerreiros e membros de tribos, a guerra era
uma das suas caracteristícas, lutavam a cavalo, tinham arcos e flechas,
espadas e lanças compridas. Eram guerreiros que todos temiam.
Os povos da China,
Índia e da Europa, sofreram uma série de invasões destes guerreiros. Os
Hunos deixaram um rasto de destruição e morte, os Mongóis foram os que
se seguiram, também eles ferozes e violentos.
OS ESTADOS DO MAR VERMELHO
Enriqueceram devido a
terem conseguido controlar o comércio terrestre, que se fazia através de
caravanas, entre o sul da Arábia e o Mediterrâneo Oriental.
Entre estes estados
estavam os «reinos do incenso»--Sabá—Qataban, na Arábia,--Axum na
Etiópia e Nabateia a nordeste do Mar Vermelho. Eram estados de poucos
recursos naturais, que tinham no comércio a sua principal fonte de
receitas. Em VIII d.C., o controlo comercial do Mar Vermelho, passou
para o domínio de marinheiros islâmicos. Os produtos mais procurados
eram o ólibano, a mirra eo incenso.
A PÉRSIA IMPRIAL
As dinastias—Partas
(240 a.C.-226 d.C.) e—Sassânidas (226 d.C.-642 d.C.), ambas iraquianas,
levaram ao renascimento Persa.
Grandes palácios
Partas, foram encontrados no Ocidente da Pérsia e na Mesopotâmia. A
arquitectura helenística, deu lugar ao Iwan indígena—um salão cilíndrico
com tecto abobado aberto para um pátio e que servia como local de
recepções. Estes eram sempre construídos aos pares.
Os Partas com a sua
cavalaria armada, lutaram com sucesso contra os romanos, mas os
conflitos internos e uma crise económica, levou a que os Sassânidas os
derrotassem.
Os Sassânidas tinham
hierarquia—o rei dos reis em primeiro lugar, a seguir, nobres,
sacerdotes, guerreiros, burocratas e camponeses. O Zoroastrianismo,
religião com um só Deus (monoteísta), fundada pelo profecta Zorastro,
era a religião do estado. Eram descendentes dos Aqueménidas, por isso,
realçavam os valores persas.
Eram principalmente
agricultores.
Primeiro foram
derrotados pelos romanos, por fim o reino ficou sob o controlo do Islão.
No Califado de Abássida, a cultura sassânida, ainda continua viva.
A ÍNDIA BUDISTA
A colonização do Ganges
Médio e Inferior, começou no 2º milénio a.C.. Era uma zona de dnsas
florestas e solos aluviais, os instrumentos de ferro, permitem a limpeza
e cultivo do solo.
O arroz foi a maior
cultura deta zona. Em 600 a.C., havia 16 pequenos estados, protegidas
por muralhas feitas de barro. O Império Maurya, absorve todas as
cidades, o Nepal e grande parte do Decão.
A capital era
Pataliputra, rodeada por uma muralha com cerca de 14 km, ao longo do
Ganges. Para unificar, as etnias e cultura, o imperador Asoka, cria um
código moral, que manda difundir por todo o reino, em forma de decretos,
que continham alguns princípios budistas.
As relações comerciais
levam ao desenvolvimento de cidades e de estados, no sul da Índia e em
Ceilão. No fim do 1º milénio a.C., o budismo era a religião mais
importante, os primeiros templos foram fundados em
Anuradhapura.
A CHINA CHOU
Seguiu-se à dinastia
Chang no séc XI a.C. No séc. V, surgiram sete reinos importantes que,
durante cerca de 250 anos, lutaram entre si pelo poder político e
militar. A organização do período Chou, era feudal. A capital passou a
ser em Luoyang. No séc. VIII, as lutas continuavam e o imperio Chou
dividiu-se. Este período, está também caracterizado, por várias
invenções e mudanças.
Começam a utilizar o
ferro, inventaram a besta. As populações dentro das muralhas crescem.
Para defesa, vários estados construíram muralhas, nas suas fronteiras.
Quando a China foi unificada, em 221 a.C., o 1º Imperador—Shih Huang-ti,
aproveitou parte dessas muralhas para fazer a Grande Muralha da China,
que com mais de 1.000 milhas de comprimento, continuou a ser um símbolo
do poder chinês.
A CHINA HAN
A época dos sete
estados beligerantes, culminou na unificação da China, na dinastia Chin,
mas uma rebelião marca a queda desta dinastia, à qual se seguiu a
dinastia Han. Esta esteve dividida em: período Han Antigo—206 a.C.-2
d.C. com capital em Chang`an e o Han Tardio—25-220 d.C., com capital em
Luoyang.
A elite era rica, como
se pode ver nas sepulturas, onde foram encontrados objectos de ouro,
bronze, jade, seda e madeira lacada. Acreditavam que a vida continuava
exactamente igual, depois da morte, por isso faziam modelos em argila,
de quintas, carroças, barcos e até dos criados.
Encontraram-se
documentos escritos em seda, tiras de bambu e papel (inventado no séc. I
a.C.), sobre temas religiosos (confúcionismo e taoísmo), mas também
sobre assuntos militares e administrativos.
Haviam, 49 fundições
estatais do ferro, com esse material melhoraram os instrumentos
agrícolas, construiram diques e canais, uns para evitar inundações
outros para irrigar os campos, um dos canais tinha 125 km e ligava o rio
Amarelo à capital.
O seu principal produto
de exportação era a seda.
A capital, pouco tinha
de cidade, dois terços do espaço interior das muralhas, eram ocupados
por edifícios do palácio, no restante espaço, haviam dois mercados e
casas. Fora das muralhas, havia parques, zonas de caça e casas.
No período Han Tardio,
as indústrias e monopólios do estado, passaram para as mãos de
particulares. A partir de meados do séc II d.C., as lutas pelo poder
entre membros da corte, as revoltas nas zonas rurais, devido à pobreza e
pressão, levou ao fim da dinastia Han.
A COREIA E O JAPÃO
Em 108 a.C. o nordeste
da Coreia, foi colonizado pela dinastia Han, que tanto na Coreia como na
Manchúria, criaram centros de controlo militar.
Na Coreia já se
fabricavam objectos de bronze, com características muito próprias,
punhais, espelhos decorados com incisões e acessórios para os cavalos.
Estes utensílios apareciam em grandes quantidades nos túmulos, o que
deveria indicar a posição social.
As sepulturas eram de
dois tipos: uma em forma de mesa—no norte, a outra eram grandes lajes
depedra, colocadas sobre eixos redondos—no sul.
Devido ao clima também
haviam diferenças na agricultura, no norte cultivava-se o paianço e a
soja, no sul era o arroz.
No 1º milénio, no
ocidente do Japão, apareceu uma nova cultura—os Yayoi, que cultivavam o
arroz. Nos trabalhos do campo usavam facas de pedra—as ishibocho,
enxadas e pás de madeira. O bronze só era utilizado em armas e sinos
cerimoniais—os Dotaku.
Foram fundados quatro
estados—Koguryo, no isolamento montanhoso do norte da Coreia—Paekche e
Shilla, no sul—Yamato, no Japão. Relatos escritos dão conta de muitos
chefes menores e muitas guerras internas. O centro do reino de Yamato
era a região do Kinai, onde foram encontrados túmulos, em forma de
buraco de fechadura, dos primeiros imperadores e que chegavam a ter uma
área de 32 hectares. O budismo chegou ao Japão, através da Coreia no
séc. VI d.C.
O SUDOESTE ASIÁTICO
A influência da China e
da Índia, foram muito importantes nesta zona. Os seus habitantes, eram
pré-históricos, só no primeiro milénio, apareceram as primeiras
povoações urbanas, no Vietname. Os vestígios são muito poucos. Os sítios
proto-históricos, eram urbanos, mas pouco povoados, eram protegidos por
uma muralha ou por um fosso.
O sudoeste asiático,
adoptou muitas das características indianas, como a realeza, a lei,
religiões, estilos artísticos e arquitectónicos, o sânscrito e a língua.
Os contactos com a
cultura chinesa, tiveram um carácter político e militar. O norte do
Vietname foi anexado pela China.
Em Java, encontrou-se
uns monumentos de pedra, no Planalto de Dieng, mas ainda não se
conseguiu perceber a sua utilidade.
O POVOAMENTO DA POLINÉSIA
Em 1000 d.C., os
polinésios, já tinham colonizado todas as grandes ilhas, num vasto
segmento triangular, do oceano Pacífico, que ía desde a Nova Zelândia
até à ilha da Páscoa, incluindo as ilhas do Havai. Foram os maiores
navegadores da história da humanidade.
Os polinésios partilham
uma herança genética e linguística com os povos da Indonésia central e
ocidental, das Filipinas e das populações Melanésias do Pacífico
ocidental. As influências posteriores, viriam das ilhas orientais do
sudoeste asiático.
Por volta de 1.500
a.C., a chamada cultura lapita, espalhou-se pelo Pacífico,depois de se
terem fixado em Samora e Tonga, perceberam que ainda havia uma enorme
extensão de terras despovoadas, a oriente.
As canoas parcialmente
cobertas, levavam os homens, mulheres, crianças e gado. Os seus
descendentes eram diferentes quer na cultura, língua e até na aparência
física, devido às ligações com outros povos e as adaptações que tiveram
de sofrer, consoante os climas a que se tinham de adaptar e que eram dos
mais diversos.
A ÁFRICA DA IDADE DO FERRO
O 1º milénio a.C., foi
o período de uma nova época em África. O uso do ferro que coincide com o
aparecimento de sociedades mais hierarquizadas.
A idade do ferro,
seguiu-se ao Paleólitico Superior, sem ter havido uma idade do cobre ou
do bronze, só no Vale do Nilo, Níger e Mauritânia, se encontraram
vestígios de cobre. Os mil anos que se seguiram, lançaram as bases da
África histórica. Nos prados da Savana a sul do Sara, apareceram
povoações mais sofisticadas que são o princípio dos primeiros grandes
reinos da África Ocidental.
No leste as mudanças
sociais, geraram o aparecimento de grupos de elite, que levaram à
construção de centros monumentais, como o Grande Zimbabwe.
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