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O NOVO MUNDO

                                    AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES—OS ANDES

            A história das culturas existentes, nos Andes centrais e meridionais, entre 1.000 a.C. e 650 d.C., é complexa e pouco conhecida. Uma coisa se sabe, alguns aspectos destas culturas, surgem em todas as civilizações posteriores.

            O período do Horizonte Primitivo-1.200 a 200 a.C., foi dominado pela cultura Chavin (a mais antiga dos Andes). Em Chavin de Huantar, foi encontrado um enorme templo, cuja plataforma de pedra estava repleta de salas e passagens, nessas salas escondiam os objectos de culto, como a Grande Imagem, uma divindade com 4,5 m de altura, dentes caninos salientes, boca assustadora e cabelos serpenteantes.

            Em 200 a.C., nalguns vales, desenvolveram-se culturas diferentes, entre si. Por esta altura também nasceram duas civilizações importantes—Nazca e Moche. A 1ª na costa meridional do Perú,mantêm as tradições da região nos têxteis e na cerâmica. A 2ª na costa setentrional peruana, nos vales Moche e Chicama, alargam os seus territórios através de conquistas militares. Constroêm centros urbanos e religiosos impressionantes. Um desses foi a Pirâmide do Sol—uma estrutura de adobe com 350 m de comprimento e 40 de altura. Os artesãos-ourives, fizeram dos mais refinados trabalhos em ouro.

 

            Entre 500 e 1.000 d.C., surgiram dois impérios que dominaram, grande parte dos Andes centrais, meridionais e zonas costeiras. A relação entre eles, foi o estilo artístico o que nos leva a crer que tinham a mesma religião. As obras públicas eram feitas pelos habitantes das diversas zonas, sob a forma de tributo.

                                    A AMÉRICA CENTRAL

            As cidades cresceram, Monte Albán em Oaxaca, tinha 16.000 habitantes em 200 a.C., eram governados por grupos de elite.

            A cultura olmeca é a mais famosa, teve origem nas selvas tropicais e húmidas das regiões costeiras de Vera Cruz e Tabasco. Esculpiam a pedra, as suas divindades era um panteão de seres sobrenaturais e medonhos, semi-humanos, semi-animais, o mais representado era um homem-jaguar, que segundo um relevo em Potrero Nuevo, era filho de uma mulher e um jaguar. A influência dos olmecas fez-se sentir, no Monte Albán, no Vale Oaxaca, onde oe zapotecas, se tinham desenvolvido.

                                    TEOTIHUACÁN—UMA METRÓPOLE AMERICANA

            Em 500 d.C., esta era a sexta maior cidade, do mundo, com 200.000 habitantes. Era o centro de um império que abrangia 25.000 km quadrados, da região central do México e que dominava a América.

            Estava sobre uma gruta natural, mais tarde coberta pela Pirâmide do Sol, era um local de importância cósmica para os seus primeiros habitantes, acreditavam que era o local de nascimento do Sol e da Lua. Por isso era alvo de peregrinações.

            Dentro da cidade encontraram-se centenas de templos e havia altares em todas as zonas residênciais, com vasos de cerâmica para queimar incenso, assim como estatuetas de divindades.

            A população sobrevivia com o cultivo dos campos do vale e dos solos muito férteis das margens pantanosas, do vizinho Lago Texcoco. O sal era extraído das águas desse lago, havia argila e pedreiras. Conforme se foram expandindo, dominaram outras matérias-primas. A sua influência é visível, na distante terra dos Maias. A cidade foi destruída pelo fogo, mas manteve uma grande parte da sua população e do eu significado mitológico.

                                    OS MAIAS

            Foi sem dúvida nenhuma a civilização mais enigmática, da época pré-colombiana. Foram os únicos verdadeiramente alfabetizados das américas. Mas apesar dos progressos alcançados, as suas inscrições com hieroglíficos, continuam sem serem decifrados, só se percebem os números e as datas.

            No meio das cidades maias, estava o centro cerimonial—praças rodeadas de pirâmides de pedra, encimadas por templos e palácios.

            Existiram três períodos—Pré-clássico, Tardio e Proto-clássico. Durante o séc. IX, a civilização Maia das terras baixas meridionais do Iucatão entrou em declínio, talvez devido ao colapso da agricultura, conflitos internos ou invasões estrangeiras.

            Ao mesmo tempo, nas terras baixas do norte, cresciam cidades—a maior de todas—Chichén Itzá—onde se sentia uma grande influência mexicana, também esta foi abandonada, o mesmo fim teve—Mayapán. A partir de 1.517, só pequenas cidades sobreviveram. Todas estas cidades não tinham muralhas defensivas, o que nos leva a crer que era um povo pacífico, o que não impedia que houvesse sempre conflitos entre as várias cidades para conseguirem tributos e prisioneiros para os sacrifícios.

            Os Maias criaram o primeiro sistema de escrita da América pré-colombiana, distinguiram-se  na observação astronómica e nos cálculos de calendário. O seu interesse pelo conceito de tempo, devia-se a razões astrológicas, acreditavam que se devia escolher dias que fossem propícios para as diversas actividades. Os artistas maias eram especialistas no entalhe da pedra e da madeira, na pintura mural e nos moldes em estuque. Na cerâmica, as peças eram frágeis e pintadas com cenas épicas do mundo dos mortos. O jade era o seu material mais precioso.

            Os Maias por tudo o que alcançaram foram sem margem de dúvidas a maior civilização do Novo Mundo.

                                    OS IMPÉRIOS DOS ANDES

            Os Incas povoaram um vale dos Andes peruanos, cerca de 1.300 d.C., eram uma tribo que em menos de um século, criaram o maior império da época pré-colombiana, a sua capital era Curco

            A hierarquia dos Incas, era feito na forma de pirâmide, no topo estava o Sapa Inca, senhor absoluto-político, religioso e militar. A aristrocacia eram os c0onselheiros e governadores das províncias. Os oficiais de postos mais baixos eram representados por um oficial superior, junto ao Sapa Inca. O problema era não haver uma linha bem definida de sucessão ao trono, quando o Sapa Inca não era aficaz o problema piorava.

            Fundavam cidades nos territórios conquistados, tinham impostos, um deles era, a cobrança de 66% de toda a produção agrícola.

            Os povos hostis, eram obrigados a migrar, os súbditos, eram enviados como substitutos, eram os—mitimaes. Não se dava importância à actividade artística, os objectos eram quase uniformes. Não tinham nenhuma forma de secrita, os c´lculos de tributos e impostos eram feitos com nós, em codéis—os Quipus. O culto do Deus Sol, era a sua principal  religião, acreditavam que o Sapa Inca, era seu descendente.

            Em 1.532, Francisco Pizarro, capturou o Sapa Inca. Os ornamentos do templo foram quase todos fundidos.

                                    OS AGRICULTORES DO AMAZONAS

            Foi uma zona, pouco considerada, por ser coberta por densas florestas tropicais. Há muitos vestígios de ocupação paleo-índia, mas poucos foram estudados. Entre 4.000 e 2.000 a.C., os habitantes tornaram-se agricultores, no Brasil e na Venezuela. Depois de 3.000 a.C., apareceram pequenas aldeias dispersas. A introdução do milho, nas regiões de planícies aluviais, no 1º milénio a.C., foi o ponto de viragem. As populações e povoações expandiram-se e tornam-se hierarquizadas.

           Santarém no Brasil, foi o centro, dos chefes guerreiros Tapajos, nos séc. XVI e XVII d.C. Os maiores complexos de cômoros , estavam nas zonas de savana—planícies do Amazonas  boliviano. Quando os europeus encontraram estas civilizações, descreveram-nas como sociedades ricas, hierarquizadas e bem organizadas. 

            As doenças com que os europeus os contagiaram, a escravatura e o confiscamento de terras, fizeram estas sociedades regredirem.

                                    OS ASTECAS E OS SEUS ANTEPASSADOS

            Depois da queda da civilização Maia, vários povos e tribos ocuparam os seus territórios, absorvendo as culturas dos povos conquistados. A última tribo a chegar, foi a dos Astecas, povo nómada que se fixou, na única zona desocupada, uma ilha pantanosa do Lago Texcoco, a sua história é feita de conquistas e reconquistas, até que por fim ocupam as costas do Golfo e do Pacífico, o seu território, estende-se até à Guatemala.

          O chefe era um sacerdote-rei, educado juntamente com toda a nobreza, no seminário de elite em Tenochtitlán. Era eleito entre os membros da família real, por um conselho de nobres, sacerdotes e guerreiros—o povo escolhido.

            Eram um povo militarista, que visavam a conquista de territórios e a cobrança de tributos. O maior dos tributos eram seres humanos, destinados ao sacrifício, que tinha lugar na capital, em honra do Deus Sol (Huitzilopochtli). Quando o Grande Templo foi aumentado, foram sacrificados 20.000 prisioneiros.

            Os artesãos eram exímios na escultura da pedra e do entalhe.

            Dois anos depois da chegada dos espanhóis—1.519, chefiados por Hernan Cortéz, as doenças exóticas, os nativos descontentes e os próprios invasores, puseram fim ao império Asteca.

                                    OS AGRICULTORES DO «PUEBLO» DO SUDOESTE.

            Em 700 d.C.—no sudoeste da América do norte, surgem três culturas importantes—a Hohokam—a Mogollon—e a Anasazi.

            A mais antiga de todas a Hohokam, ocupava as terras desérticas do sul do Arizona e do norte de Sonora. A sua cultura foi bastante inflenciada pela mexicana.

            No Novo México e no leste do Arizona, desenvolve-se a cultura Mogollon, que depois de um período de secas e de invasões dos nómadas Atabascas, viram a sua cultura ser assimilada pelo Pueblo Ocidental.

            O terceiro grupo pré-histórico foi o dos Anasazi, nas terras do actual Arizona, Novo México, Utah e Colorado, em Mesa Verde e Chaco Canyon, construiram povoações guardadas por torres de vigia que acabariam por ser abandonadas.

 

            Os índios dos Pueblos Pecos e Hopi são descendentes dos Anasazi; os índios de Pima e de Papago descendem dos Hohokam; os de Pueblo de Zuni conservam elementos da cultura Mogollon.

                                    TEMPLOS—ATERROS DO MISSISSÍPI

            No vale do Mississípi, em 700 d.C., apareceram as primeiras cidades, tinham características próprias, como por exemplo, aterros rectangulares com topos achatados, encimados por templos e casas mortuárias das classes mais ricas. No meio da cidade, chegavam a haver 20 morros. A cidade era o centro administrativo e cerimonial. Nos vales circundantes da cidade, viviam as populações rurais,

            Os exploradores franceses que no séc. XVI, chegaram a esta região, dizem que eram sociedades hierarquizadas, a sucessão ao trono era feita através do lado materno, o chefe governava com plenos poderes e havia quatro classes sociais bem definidas.

            Os mortos eram sepultados em liteiras de madeira nas casasmortuárias, quando só restavam ossos, é que eram sepultados, por vezes os servidores eram mortos para acompanhar o amo.

            Sobre a religião, pouco se sabe, ficou conhecida como culto Sulista, os quatro pontos cardeais tinham muita importância e davam um grande enfâse à morte.

            As doenças, levadas pelos europeus, para as quais os nativos não tinham anti.corpos, os que morreram de forma violenta e os que fugiram, fizeram com que as cidades da América do norte acabassem por desaparecer.

                                    OZETTE—UMA ALDEIA DE CAÇADORES

            Os antigos habitantes, eram caçadores de baleias, partiam da Baía de Ozette, em pirogas com onze metros. Uma baleia fornecia à aldeia- carne, óleo e ossos a partir dos quais fabricavam os utensílios. Os lobos marinhos eram capturados mais fácilmente, a sua rota migratória, passava pelas costas da aldeia, por vezes apanhavam doze, num só dia.

            Secavam os peixes e recolhiam moluscos. Caçavam aves e colhiam bagas selvagens. A floresta fornecia-lhes a matéria-prima necessária, para fabricarem os seus utensílios. Este local foi destruído por avalanches de lama, que teve a particulariedade de conservar a maior parte das coisas em muito bom estado. Chegou-se ao ponto de se ter descoberto uma tijela que ainda cheirava a peixe.

            Este achado deveu-se a fortes ondas que escavaram a costa de Washington em Fevereiro de 1970.

                        AS PRIMEIRAS COLÓNIAS EUROPEIAS

            Os viquingues do norte da Europa, colonizaram e exploraram as costas do Labrador e da Terra Nova, em 1.000 d.C., mas por serem grupos muito pequenos, acabaram por desaparecer. Europeus e americanos desenvolviam as suas culturas sem saberem uns dos outros.

            A chegada de Cristóvão Colombo às Caraíbas em 1.492, foi o começo da invasão do continente americano. Os espanhóis reclamaram as terras como sendo suas, apesar de serem habitadas.

            Em 1.519 um exército de colonos desembarcaram em Vera Cruz,dois anos depois derrubam o império Asteca e ocupam a sua capital, um grupo de 180 colonos põem fim ao império Inca, em 1.542 cerca de dois milhões de quilómetros quadrados, estavam sob o controlo dos europeus.

            Os nativos morriam, sobretudo devido às doenças levadas pelos europeus, a população invasora aumentava cada vez mais. Escravos africanos eram levados em grandes quantidades, para trabalhar, nos novos territórios, em que espanhóis, portugueses e ingleses, fundaram um número enorme de cidades. A população de origem europeia na América ultrapassava o milhão.

 
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