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A CAMINHO DO
MUNDO MODERNO
O IMPÉRIO
BIZANTINO
Constantinopla passa a
chamar-se Bizâncio e torna-se na capital do antigo Império Romano do
Oriente, em 11 de Maio de 330, por ordem de Constantino, o Grande.
Bizâncio lutou contra
árabes e eslavos. A partir do séc. VIII, o estado tornou-se exército, as
províncias eram os regimentos—thematas. A partir do séc.X o recrutamento
era cada vez maior, para poderem enfrentar os turcos seljúcidas e os
cruzados. As fortalezas thematas transformaram-se em castelos. A capital
não tinha meios próprios de subsistência, nem rede de estradas, atavés
das quais se pudessem realizar as trocas comerciais, só se utilizavam
animais de carga e mulheres que levavam as cargas à cabeça. O
exército e o aparelho burocrático, eram pagos com a sólida moeda de ouro
bizantina, que provinha dos impostos sobre as terras. Construíram
inúmeras basílicas, igrejas e conventos, mas permaneceram isolados e
impenetráveis, no que tocou, às novas tecnologias e culturas.
O MUNDO ISLÂMICO
Uma das maiores
religiões monoteístas do mundo, teve origem em Meca- 610 d.C. Em 622 o
profecta Maomé e alguns seguidores mudam-se para Medina, aqui começa a
era maometana. A religião rápidamente se espalha por todo o mundo.
Todas as cidades
islâmicas tinham a sua mesquita, mas estas nunca foram iguais, tinham um
átrio e um salão de orações coberto com um mirhab. Um nicho na parede
indicava a direcção de Meca. Todas as mesquitas tinham um minarete ou
torre, da qual se faz a chamada para a oração. A mesquita mais
impressionante é a de Omar em Jerusálem. O comércio foi muito
importante para o desenvolvimento do mundo islâmico, os árabes dominaram
as rotas comerciais terrestres e marítimas, estas últimas em barcos de
um só mastro e vela latina. No séc. X o poder político foi-se
fragmentando, até que os chefes só o continuaram a ser da religião, que
apesar de tudo continuou a ser difundida.
O MUNDO VIQUINGUE
Durante o séc. IX
dominaram o Nordeste da Europa, eram essencialmente agricultores. Só o
filho mais velho herdava a terra, os mais novos tornavam-se guerreiros,
mercadores ou artesãos.
Nos séc. VIII e IX o
comércio cresceu considerávelmente, devido a isso criaram empórios ou
centros internacionais de comércio e manufactura. Os viquingues eram uma
potência marítima—os barcos compridos, com calado baixo, eram rápidos e
fáceis de manejar, não precisavam de águas profundas, nem de velas. As
suas viagens nem sempre, tinham como objectivo as pilhagens, já que eles
colonizaram territórios distantes, como por exemplo a Terra Nova.
Eram pagãos. Os mais
ricos eram atirados ao mar num navio em chamas, aos mais pobres, em
volta da sepultura faziam com pedras o desenho de um barco. Quando o
cristianismo apareceu, ainda coexistiu durante algum tempo com o
paganismo.
Em X d.C., a Dinamarca
era um reino uno, com autoridade real cristã. Os senhores feudais eram
os donos das terras. Apesar de terem sido notáveis pelas suas pilhagens
e invasões, no séc. XI, retiraram-se para a periferia da cristandade
feudal.
A CRISTANDADE MEDIEVAL
A Europa Ocidental-séc.
XI e XII, renasce com uma nova identidade cultural, que ainda hoje vive
nos grandiosos edifícios religiosos, igrejas, catedrais e mosteiros. A
política, economia e a religião eram inseparáveis.
Apesar das guerras e
rivalidades políticas entre reinos, a Europa Ocidental, foi unida pela
religião. Os pergrinos cristãos, facilitavam a troca de ideias e
culturas. O renascimento do comércio, deu-se primeiro no Mediterrâneo,
Veneza e Génova na Itália, eram os principais entrepostos comerciais.
Os produtos exótcos que
se comerciavam eram em pouca quantidade mas de alto valor. Governantes,
reis, condes, bispos ou abades fundavam cidades, mercados e feiras para
controlar o comércio, cobrar impostos e portagens. A moeda era cunhada
com mais regulariedade o que facilitava as transações comerciais.
À medida que as
populações foram aumentando, deslocaram-se para as zonas rurais, até aí
desabitadas, como foi o caso da Floresta Negra. No séc. XIV a peste
negra matou um terço da população, mas a economia continuou a prosperar.
O YORKSHIRE FEUDAL
A Inglaterra medieval
era um país agrícola. Depois da conquista normanda, o senhorores e os
seus feudos, ficaram mais importantes, foram construídos sólidos
castelos de pedra ou casas senhoriais com defesas.
Na aldeia medieval, as
casas tinham cercas individuais, eram construídas em torno de uma rua
principal, em geral havia uma igreja e uma casa senhorial.
Grandes campos eram
divididos em faixas e cultivados, 1/8 de milha de faixas, constituíam um
Furlong—unidade básica da rotação das culturas. O número de cidades
aumentou, funcionavam como centros políticos, administrativos e mercados
para os excedentes agrícolas.
No séc, XIV o clima
mudou para mais frio e húmido. Muitas das terras até aí cultivadas,
deixaram de ser apropriadas para esse fim, nelas tornou-se mais rentável
a criação de carneiros. Muitas aldeias foram abandonadas, facto que foi
mais acelarado devido à peste negra.
No séc. XV, a
importância do comércio de lanifícios e a pastoricia, aumentou. Os
grandes espaços foram divididos entre os proprietários e camponeses mais
ricos, que ao vedarem as suas terras, originam mudanças no aspecto e
distribuição das povoações.
A ÁFRICA OCIDENTAL
A partir do séc. XIII
d.C., os estados e centros urbanos, desenvolveram-se. Os contactos
comerciais foram a base, a exploração de matérias-primas e a agricultura
completavam a riqueza desses estados.
Ao sul da savana,
surgiram novos estados, o ouro de Akan, a cola, o marfim e os escravos,
permitiam-lhes florescer. Benim foi um dos reinos mais impressionantes
da floresta do sul da Nigéria. A construção de mesquitas nos principais
reinos da savana, indica a propagação da religião islâmica.
Apesar do contacto com
europeus (portugueses), como na Feitoria construída em Elmina—1482,
poucos se converteram à religião cristã e nunca deixaram que
interferissem nos seus assuntos internos, só aquando do colonialismo
europeu e do começo da actividade missionária, é que estes factos se
alteraram—séc. XIX.
No Norte nada se
alterou, algumas das cidades dos primeiros impérios, como por exemplo,
Kano, continuaram a prosperar até aos nossos dias sem praticamente
interferências nenhumas.
A ÁFRICA ORIENTAL
Ficou marcada por haver
um desenvolvimento diferente,de zona para zona, pode no entanto ser
dividida em: zonas costeiras e zonas do interior.embora ambas estivessem
interligadas comercialmente.
A cidade mercantil mais
antiga e próspera era Manda. Em muitas partes, a criação de
animais—gado bovino—era muito importante. Os portugueses chegaram a
Sofala em 1.497, fundaram fortalezas, descobriram o ouro do Zimbabwe e
do Zambeze. As povoações costeiras entraram em declínio, no interior
surgiram novos estados independentes com novos parceiros comerciais—os
portugueses.
A ÍNDIA MERIDIONAL E O CEILÃO
Por volta do séc. III o
budismo,era a religião da Índia, com o apoio real do império Maurya, no
sul, onde o poder político não era muito forte, a religião tradicional
pré-budista começou a ganhar terreno.
As inscrições nos
templos dedicados aos patronos reais e aos seus feitos, tornaram-se
símbolos dom seu poder. A rivalidade entre dinastias, estão patentes nos
diversos estilos dos templos. As propriedades rurais, pertenciam aos
templos, os que nelas trabalhavam não possuíam bens.
Na zona rural os
templos tornaram-se o centro social e económico, funcionavam como
escolas e bancos.
O Ceilão é também
dominado por edifícios religiosos grandiosos, em homenagem a Buda e aos
reis. O mais antigo edifício foi a Stupa, um cômoro hemisférico e
sólido, por vezes todo de tijolo, onde se guardavam relíquias ligadas ao
budismo, em plataformas elevadas havia alojamentos, santuários, stupas,
salas de refeição e cozinhas.
Tanto o hinduismo como
o budismo, têm aspectos semelhantes, como por exemplo: crença na
reincarnação, ambas investem bastante na morte e na construção de
monumentos religiosos imponentes e duradouros.
OS IMPÉRIOS ISLÂMICOS
O império otomano
desenvolveu um complexo sistema de governo, o seu sucesso militar
deveu-se ao uso de armas de fogo. O centro do governo era o palácio
imperial de Topkapi Saray, em Istambul, um complexo de pátios e
pavilhões com vista para o rio Bósforo.
Mas os monumentos mais
importantes são as mesquitas, inspiradas naarquitectura bizantina, com
grandes cúpulas centrais e interiores arejados, aos quais acrescentaram
elegantes miranetes em forma de lápis, decorados com mosaicos. No
império Safávida as obras arquitectónicas, são também o seu maior
símbolo. Na capital, em Istambul, foi construído um soberbo palácio, a
principal mesquita era feita de tijolo e revestida de mosaicos, alguns
deles eram curvos para que o encaixe fosse perfeito.
O império mongol foi
diferente, a sua arquitectura é uma mistura dos estilos hindus e
islâmicos, o edifício mais famoso é o Tajmahal, um mausoléu, construído
para a esposa favorita do Xá Djihan. Todo o edifício está revestido por
mármore branco, embutido de pedras coloridas que formam padrões florais
e abstractos.
REINOS DO SUDOESTE ASIÁTICO
A hierarquia social, a
religião, a arte e a arquitectura da região, baseiam-se bastante na
Índia, mas desenvolveram-se em linhas únicas, com características
próprias.
O hinduísmo e o budismo
eram muitas vezes praticados ao mesmo tempo. A construção de um templo
por um rei ou por um oficial importante, trazia prestígio à região.
Durante os séculos XIII e XIV, o aparecimento de novos estados ,
destruiu a estabelidade da maior parte dos antigos reinos.
O reino Khmer de
Anngkor que durante mais de 500 anos tinha construído maravilhas
tecnológicas e arquitectónicas entrou em declínio como os outros.
A ÁSIA BUDISTA
O budismo foi fundado
há cerca de 2.500 anos no Nordeste da Índia, por Siddhartha Gautama
(Buda). O objectivo é alcançar a iluminação total ou nirvana, atrav´es
de boas acções, disciplina e meditação. Os mosteiros e os monges são
parte importante deta religião.
A rota da seda, desde
200 a.C., que se tornou um importante veículo de difusão do budismo, ao
longo da sua rota foram criados mosteiros, alguns eram escavados em
grutas, nos penhascos da região e decorados com pinturas murais e
imagens de buda.
No Tibete o palácio
Potala em Lassa, ainda existe, mas muitos outros foram destruídos. O
budismo continua a ser uma religião importante no Ceilão (Sri Lanka), na
Birmânia, na Tailândia, no Japão e na Coreia.
A CHINA TANG E SUNG
A dinastia Tang
unificou a China, quer esta dinastia quer a Sung que se lhe seguiu
atingiram um novo apogeu cultural.
Em Chang`an
encontraram-se vestígios do palácio real e três túmulos reais, com ricos
objectos e magníficas pinturas murais de cenas da vida na corte. A Oeste
desta cidade ficava um grande mosteiro, onde foram potos a descoberto
durante escavações, relíquias budistas: têxteis, louça de prata e
cerâmica bem conservada.
O período Sung foi mais
rico e populoso, mais de 100 milhões de pessoas. As suas práticas
fúnebres mudaram, nem mesmo os ricos tinham sepulturas grandiosas.
Sobreviveram alguns edifícios, objectos, livros impressos, cerâmicas e
quadros.
A CHINA MING
Foi fundada em 1.368
por um monge budista, que se tornou soldado. Estabeleceu um regime
imperial despótico que durou quase 3 séculos. Pequim era a sua capital.
A norte de Pequim, no vale dos túmulos Ming, foram descobertos 13
túmulos imperiais, repletos de objectos valiosos, um deles é a coroa
Fénix de uma imperatriz.
Em Jiangyin—o túmulo de
Xia Quan, 1.348-1.411, um médico, continha uma colecção de instrumentos
utilizados em medicina e ainda uma série de textos, que lançaram luz
sobre as práticas usadas na medicina do séc XIV.
A pequena parte dos
túmulos Ming que já foram escavados dá-nos uma ideia muito clara sobre o
esplendor da corte Ming.
O JAPÃO FEUDAL
Havia um sistema feudal
de governo-os Xóguns Kamakura, 1.185-1.333, que operavam paralelamente à
corte imperial, localizada na capital-Heian. Os senhores feudais eram
rivais, lutaram entre si até que Tokugawa Ieyasu, ter conseguido a paz e
a unificação, estabeleceu-se em Edo (actual Tóquio).
O budismo foi adoptado
pela corte, em meados do séc.VI. No fim do VIII, monges budistas quase
que ursuparam o poder e o trono.
Textos sutra- discursos
de Buda, foram enterrados em cômoros, durante o período Heian Tardio,
pois aproximava-se o apocalipse profetizado por Buda.
Deu-se o
desenvolvimento do código do guerreiro ou bushido, ao mesmo tempo.
Apareceu o budismo zen e a cerimónia do chá, todas provenientes da
China.
AS ILHAS DA POLINÉSIA
Os antepassados foram
os Lapitas, o isolamento, fez com que se desenvolvem-se de formas únicas
e fortuitas. A sua estrutura religiosaé chamada de Marae ou Heiau no
Havai e Ahu na Ilha da Páscoa. Os primeiros são em geral estruturas ao
ar livre.
O Ahu da Ilha da
Páscoa, encimado pelas suas enormes estátuas é a mais famosa estrutura
deste tipo.
A maior proeza foi
estes povos terem conseguido alcançar zonas tão distantes.
A NOVA ZELÂNDIA MAORI
É a maior das ilhas
polinésias, de clima temperado, onde os maori desenvolveram uma cultura
diferente da dos seus primos tropicais. Fortificações, arte, canoas de
casco único e os tipos de armas.
Foi um desenvolvimento
espantoso. Durante a fase clássica a população aumentou, ao mesmo tempo
as guerras entre tribos eram cada vez maiores. Construíram
fortalezas—pa, com terraços, valas e paliçadas, nos lados dos vulcões
extintos.
Os pa foram-se tornando
mais numerosos e melhor defendidos, no fim do séc.XVIII, havia casas,
celeiros, espaços abertos (marae) e por vezes espaços suficientemente
grandes que eram cultivados, tudo isto dentro das defesas.
Os polinésios da ilhado
sul e da ilha de Chatham, têm um lugar muito especial na antropologia,
foram o único povo que de uma economia agrícola, regrediram e
tornaram-se novamente, caçadores-recolectores.
O MUNDO DO ÁRTICO
Na Lapónia, com o
aquecimento da corrente do Golfo, grande parte da costa nunca tem neve,
no Inverno, a fauna é variada, mas a variedade de plantas comestíveis é
escassa. Os Samoiedos, foram o primeiro povo a deixar vestígios nesta
zona, a sua religião era o xamanismo.
Os esquimós acampavam
em tendas de couro e dormiam sobre cascalho.
No Alasca há vestígios
dos Tule primitivos, que caçavam baleias, usavam trenós puxados por cães
e barcos em tudo idênticos aos Kayahs.
Todos estes grupos
humanos, foram tremendamente ingénuos na tentativa de se relacionarem
com um meio ambiente tão advesso. Mas actualmente verificou-se que estes
povos só têm problemas de sobrevivência, quando os tentam introduzir no
mundo moderno e lhes tentam tirar as suas actividades tradicionais.
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