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DATAÇÃO
No séc. XVIII, na
Europa Ocidental, acreditava-se que o mundo tinha sido criado por
intervenção divina, em 4.004 a.C. (data bíblica). Mas a descoberta de
utensílios de pedra e ossos de animais extintos, em terraços de
sedimentos de rios europeus, com mais de 6.000 anos de idade, levou a
que a crença vigente fosse posta em causa.
Um dos métodos de
datação utilizado, foi o sistema das Três Idades:
1º--objectos de pedra
2º--objectos de bronze
3º--objectos de ferro.
Esta ordem era um aspecto
importante da cronologia da Pré-História, em que os investigadores
estavam de acordo, inclusivé na evidente mudança de estilo e tecnologias
utilizadas.
Outro dos métodos
utilizados era a Estratigrafia, ou seja, o estudo da sucessão de camadas
acumuladas. Por exemplo, uma caverna, as camadas encontradas, abrangiam
muitas vezes séculos ou até por vezes milénios, de mudanças culturais e
tecnológicas. Mas para este método ser viável na datação, teriam de
haver documentos escritos ou então marcas de uma civilização conhecida.
A Dendrocronologia- era
o método de datação através dos anéis das árvores—padrão de crescimento
anual visível, em pedaços de madeira, ainda que antiga.
Nos finais da década de
quarenta do séc XX, descobriu-se –a datação por radicarbono, pelo
potássio-argónio e pela termoluminescência. O primeiro só pode ser
utilizado em vestígios com menos de 40.000 anos, para épocas anteriores
utiliza-se o potássio, mas este só se usa em materiais vulcânicos. A
termoluminescência é usado em objectos de barro cozido e cerâmica.
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