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A
SOBREVIVÊNCIA DO PASSADO
A tarefa dos
arqueólogos fica facilitada se os vestígios encontrados estiverem
intactos, isso depende em muito do clima , do tipo de solo onde são
encontrados, de terem ou não sofrido alterações, antes ou depois de
terem sido enterrados. Há locais onde só os utensílios de pedra
sobreviveram, o barro e a cerâmica são resistentes mas mais sensíveis a
intervenções exteriores, como por exemplo os arados.O ouro, prata e
chumbo são muito resistentes, enquanto que o cobre e o bronze sofrem
grandes alterações se estiverem em solos com elevados níveis de acidez.
O ferro enferruja com muita facilidade. Os ossos se estiverem num solo
de greda, ficam bem conservados, o contrário acontece se estiverem em
solos ácidos.
Mas por vezes há
condições específicas, que contribuem para a conservação de certos
vestígios, como as erupções vulcânicas, que conservaram as cidades de
Pompeia e Herculano.
Os arqueólogos
procuram locais, para os preservar da destruição e para melhorar os
seus conhecimentos do passado.Para isso, utilizam: mapas e documentos
escritos antigos; conversam com os habitantes das regiões a pesquisar;
verificam se há vestígios aéreos. As fotografias de satélite e o
levantamento cartográfico por radar em altitudes elevadas, também são
utilizados, mas este último só muito raramente, por ser muito
dispendioso.
Muitos vestígios foram
destruídos, por ignorância ou conveniência, quer fosse para dar lugar a
construções ou para o amanho das terras.
Por vezes, durante os
terramotos, a natureza dá uma ajuda pondo a descoberto vestígios de
interesse arqueológico.
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