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ALIMENTAÇÃO
Só há cerca de dez mil
anos é que o homem deixou de se alimentar de frutos, para começar a
consumir animais domésticos e a cultivar a terra. Foi a capacidade de
ter um abastecimento constante e excedentes em armazém, que levou ao
desenvolvimento de sociedades mais complexas.
Os vestígios são de
várias naturezas: esqueletos de animais com sinais de esquartejamento,
assaduras ou queimaduras e a existência de plantas, sementes ou frutos,
enterrados de forma a facilitar a sua conservação. Há casos muito raros
de pão e jarros de hidromel ou vinho encontrados em óptimo estado de
conservação.
Os objectos utilizados
para cozinhar, permitem chegar a muitas conclusões sobre a dieta
alimentar. O estudo da região do estômago dos esqueletos acrescentam
algumas pistas, assim como as pinturas rupestres e nas cêramicas. Os
cropólitos (fezes fósseis),permitem também chegar a algumas conclusões.
Descobriu-se que as
culturas mais importantes eram as dos lavradores que consumiam mais
alimentos ricos em hidrato de carbono (trigo, milho, arroz, cevada,
aveia, centeio, painço e sorgo).
Em algumas zonas
tropicais os hidratos de carbono encontravam-se na batata-doce, inham,
mandioca, banana e fruta-pão.
Além dos hidrato de
carbonos a alimentação, possuía também gorduras e proteínas, estas
últimas, no velho mundo eram obtidas pelo consumo de legumes—feijões,
ervilhas e lentilhas.
O comércio introduziu,
novas plantas e animais dmésticos em novas zonas. As bebidas alcoólicas,
são um produto comercial desde o início da história humana. Foi esta
distribuição de vários tipos de alimentos que influênciaram a
organização e desenvolvimento das sociedades.
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