Portaria nº
51/98, de 4 de Fevereiro
O
Decreto-Lei nº 164/97, de 27 de Junho - que estabelece normas
relativas ao património cultural subaquático -, determina, no artigo
17º, nº 2, que o achador fortuito que localize «um contexto
arqueológico coerente e delimitado, cujo valor cultural seja
confirmado pelos serviços competentes do IPA», receberá «uma
recompensa de montante baseado no valor patrimonial atribuído ao
achado, segundo tabela a aprovar por portaria conjunta dos Ministros
das Finanças e da Cultura».
Assim, e considerando a proposta de tabela apresentada pelo Instituto
Português de Arqueologia:
Manda o Governo, por decisão conjunta dos Ministros das Finanças e da
Cultura, o seguinte:
1º
É
aprovada a tabela anexa à presente portaria e que dela faz parte
integrante para todos os efeitos legais.
2º
A
presente portaria entra em vigor no dia útil imediatamente seguinte ao
da respectiva publicação.
Ministérios das Finanças e da Cultura.
Assinada em 3 de Dezembro de 1997.
Pelo Ministro das Finanças, Maria Manuela de Brito Arcanjo Marques da
Costa, Secretária de Estado do Orçamento. - O Ministro da Cultura,
Manuel Maria Ferreira Carrilho.
TABELA ANEXA
Artigo único
1
- A todo e qualquer contexto arqueológico coerente e delimitado,
localizado por um achador fortuito e com um determinado valor cultural
confirmado pelos serviços competentes do Instituto Português de
Arqueologia (IPA), corresponde um valor patrimonial que serve de base
para o cálculo da recompensa a atribuir.
2 - Na sequência da confirmação de um contexto arqueológico coerente e
delimitado, os serviços competentes do IPA farão a avaliação da
respectiva importância científico-cultural e a sua subsequente
classificação de acordo com o seguinte escalonamento:
Nível 1 - contexto arqueológico de excepcional relevância;
Nível 2 - contexto arqueológico de grande relevância; e
Nível 3 - contexto arqueológico de elementar relevância.
3 - Nos termos do número anterior, a recompensa a atribuir ao achador
de um contexto arqueológico coerente e delimitado situa-se entre os
seguintes limites:
Nível 1 - até 5 000 000$00, para os contextos arqueológicos de
excepcional relevância;
Nível 2 - até 3 000 000$00, para os contextos arqueológicos de grande
relevância; e
Nível 3 - até 1 000 000$00, para os contextos arqueológicos de
elementar relevância.
4 - Se, posteriormente à avaliação de um contexto arqueológico
coerente e delimitado, localizado por um achador fortuito, este vier a
ser considerado de importância científico-cultural superior ao
inicialmente atribuído, os serviços competentes do IPA deverão
efectuar nova avaliação e, sempre que for caso disso, desencadear o
processo de reajustamento da recompensa a atribuir ao achador.