A Guerra da
Restauração e a construção da Praça-forte
No contexto da Guerra
da Restauração da independência portuguesa, essa
fortificação lindeira
foi inteiramente reformada com
projeto do francês
Miguel de
l'Ècole. Desse modo, foram
reconstruídos os muros para abraçar o perímetro
estendido da vila, e erguidas novas estruturas
abaluartadas, entre as
quais:
-
a
chamada
Coroada, com três baluartes (Santa
Ana,
São
Jerônimo,
e Santa
Bárbara) e dois
meio-baluartes (São
José e
Santo
Antônio);
-
abertos
novos fossos, sobre os quais se ergueram relevos
em
talude;
-
revelins
para defesa de algumas cortinas
-
sete
novos baluartes, a saber:
Carmo,
Esperança,
Faro,
Lapa,
São
Francisco,
São João
e Socorro.
Já com as primeiras
obras em andamento, resistiu a uma incursão
espanhola no início da guerra de Restauração (1643).
Ainda em obras, caiu em mãos espanholas em 1654,
para logo ser reconquistada por tropas portuguesas
sob o comando do Conde de Castelo Melhor. As obras
prosseguiam em
1661, para serem concluídas em 1713, quando o
seu último arquiteto,
Manuel Pinto de
Vilalobos, a deu como
concluída. Ao final do século XVIII, foram
reforçados os muros do
Paiol da Pólvora
e levantado o
Paiol do Açougue (1774).
Do século XIX aos
nossos dias
Durante a Guerra
Peninsular, após denodada resistência, caiu diante
as tropas
napoleônicas sob o comando de
Soult (1809), que fizeram
explodir a Porta
do Sol.
Durante as Guerras
Liberais, aclamou em 1828 o rei D. Miguel (1828-34),
sendo recuperada pelos liberais apenas em 1830 com o
reforço do almirante inglês
Charles
Napier.
Considerada como a
mais importante fortificação do Alto Minho,
objeto de diversas
intervenções de conservação e restauro ao longo do
século XX, as estruturas que chegaram até nós
encontram-se em bom estado de conservação, abertas à
visitação pública.
Características
Com a reconstrução das
defesas que transformaram Valença em uma
Praça-forte, a povoação ficou separada do rio por
uma expressiva rede de baluartes e de patamares que
se comunicam entre entre
si por meio de fossos e de passagens superiores.
Planimetricamente,
a Praça-forte, ao abrigo de um intrincado conjunto
de baluartes, revelins e
fossos, ficou dividida em duas grandes áreas que se
comunicavam pela chamada
Porta do Meio:
o setor norte, que
abrange a antiga vila medieval, e o
setor sul, uma área
menor e mais aberta: a chamada
Coroada.
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