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Pinturas rupestres em Arganil
Descobertos 50 desenhos do Neolítico e da
Idade do Bronze
Cinco dezenas de pinturas rupestres do
Neolítico e da Idade do Bronze foram
descobertas na zona da aldeia de Chãs
d’Égua,
freguesia de Piódão, no concelho de Arganil.
Os especialistas acreditam que este achado
será apenas a "ponta do véu" de um santuário
mais vasto e rico. António Martinho
Baptista, director do Centro Nacional de
Arte Rupestre (CNART), de Vila Nova de Foz
Côa, considera que estas pinturas, embora de
período posterior às do Vale do Côa, e
diferentes, são importantes, e localizam-se
no Portugal Central, onde pouco se conhecia
desta arte da pré-história.
As do Vale do Côa são do Paleolítico, e as
de Arganil são atribuídas ao Neolítico e
Idade do Bronze (entre o III e I milénios
a.c.),
representando figuras geométricas,
abstractas, nomeadamente espirais e formas
derivadas, representações humanas
esquemáticas, representações de pés humanos
e figuras em forma de cabaça.
António Martinho Baptista está a realizar um
levantamento topográfico, de desenho e
fotografia, que integrará o espólio do
futuro Centro Interpretativo de Arte
Rupestre de Chãs d’Égua,
que a Câmara Municipal de Arganil pretende
inaugurar no próximo Verão.
Amanhã será assinado um protocolo entre a
autarquia e o Instituto Português de
Arqueologia para formalizar esta colaboração
técnico-científica do CNART e o compromisso
desta entidade na organização do Centro
Interpretativo.
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