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Várias toneladas de
moedas em ouro e prata
foram encontradas no
fundo do Atlântico e
podem constituir o maior
tesouro marítimo alguma
vez encontrado, segundo
uma equipa
norte-americana que não
revela as circunstâncias
da descoberta.
Mais de quinhentas mil
moedas em prata, pesando
cerca de 17 toneladas,
centenas de moedas em
ouro e ouro trabalhado
foram descobertas pela
sociedade Exploração
Marítima Odisseia, nos
destroços de um navio do
período colonial, que
deverá remontar pelo
menos ao século XVIII,
num local não precisado
fora das águas
territoriais de qualquer
país.
"Estimamos que esta
descoberta represente a
maior colecção de moedas
jamais recuperada em
destroços", anunciou em
comunicado a organização
baseada em Tampa
(Florida).
"O muito bem estado da
maioria das primeiras
seis mil moedas de prata
encontradas foi uma boa
surpresa, e as moedas em
ouro estão quase todas
num estado
deslumbrante", afirmou
Greg Stemm, co-fundador
da Odisseia.
"A grande variedade de
datas e origens das
moedas é apaixonante e
pensamos que a
comunidade dos
coleccionadores vai
ficar encantada pela
qualidade e diversidade
desta colecção",
acrescentou.
O conjunto foi enviado
para os Estados Unidos
para ser restaurado.
Segundo um perito
consultado pela
sociedade, as moedas em
prata podem valer entre
algumas centenas e
quatro mil dólares, cada
uma.
"As peças em ouro devem
valer muito mais",
comentou.
A Odisseia baptizou
provisoriamente os
destroços de "Cisne
Negro", antes de o poder
identificar mas guardou
cuidadosamente segredo
sobre a sua localização.
"Para proteger o local e
por motivos legais, não
estamos prontos para
indicar a localização, a
profundidade, nem outra
informação", indicou a
sociedade que prevê
continuar as
explorações.
"Segundo as nossas
pesquisas, deve haver
vários destroços da
época colonial na mesma
zona, o que faz com que
estejamos a ser muito
cuidadosos em relação à
identificação" do navio
que abriga o tesouro,
declarou o
director-geral da
Odisseia, John Morris.
"Estamos a tomar notas
muito completas em
relação ao local que,
pensamos nós, se vai
revelar de um enorme
significado histórico".
Uma exploração mediática
da descoberta está
igualmente prevista,
estando em curso
negociações sobre a
venda dos direitos para
a produção de filmes e
de livros.
"Pensamos de o `Cisne
Negro` se vai tornar num
dos destroços mais
mediatizados da História
e estamos a escolher os
parceiros mediáticos que
possam ajudar a contar a
história deste
fantástico projecto",
explica a Odisseia no
seu comunicado.
A sociedade Odisseia
conta já com a
descoberta dos destroços
do navio SS Republic,
que se afundou ao largo
das costas americanas em
1865, e que tinha no seu
interior cerca de 65 mil
objectos, incluindo
cerca de cinquenta mil
moedas com um valor
aproximado dos 75
milhões de dólares
(cerca de 55 milhões de
euros).
A Odisseia participa
também nas pesquisas
para encontrar o HMS
Sussex, um navio de
guerra que afundou em
1694 no Mediterrâneo, ao
largo de Gibraltar.
19 de Maio de 2007 |
17:29
lusa |