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O primeiro presidente chinês, Sun Yat-sen, que
nacionalistas e comunistas consideram “o pai da China moderna”, era
um admirador da República portuguesa, proclamada um ano antes da
chinesa.
A admiração é manifestada numa carta que Sun Yat-sen escreveu em
1916 ao então governador de Macau, José Carlos da Maia, agradecendo
a “ajuda” da administração portuguesa aos seus partidários.
“Formulo ardentes votos, meu caro Governador, para que a ordem e a
paz sejam rapidamente restabelecidas na China, a fim de que nós
possamos, com a ajuda e o exemplo da República Portuguesa, instaurar
na China os princípios e as bases de uma administração que traduza
as aspirações do povo”, diz a carta.
A carta, escrita à mão, em francês, é datada de “Xangai, 23 de junho
de 1916”.
Na altura, a China estava fragmentada, sem um governo central forte
e as várias províncias controladas por generais e “senhores da
guerra”.
O último imperador, Pu Yi, abdicou em fevereiro de 1912, mas
continuava a viver no Palácio Imperial de Pequim.
Proclamada em 1911, a 10 de outubro (o “duplo dez”), a jovem
República chinesa colidiu logo com as ambições de um poderoso
general, Yuan Shikai.
Em dezembro de 1915, quase quatro anos depois de ter substituído Sun
Yat-sen na presidência da República, Yuan Shikai proclamou-se mesmo
imperador.
Um dos destacamentos republicanos que enfrentou em Cantão as tropas
do
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