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  Torres Novas

A origem de Torres Novas  remota aos Celtas que a fundaram em 308 a.C. . 

Passou pelo domínio de vários povos, no entanto nota-se sobretudo a presença dos Romanos ( estação Romana de Villae Cardillium e pequena ponte sobre o Rio Almonda) são testemunhos irrefutáveis da romanização.

Em 1148 é retomada por D. Afonso Henriques que a perde posteriormente aos Mouros.

Mais tarde, em Outubro de 1190 D. Sancho I dá-lhe foral e manda edificar os muros e torres do Castelo.

O Terramoto de 1755 derruba a maior parte das ameias e o tempo desgasta torres e muralhas atingindo a Alcaidaria já então estabelecimento prisional.

Actualmente, é o verdadeiro ex-libris da cidade, cuidadosamente ajardinado, é um dos mais aprazíveis locais de passeio e lazer de que desfruta a cidade.

Castelo de Torres Vedras
3 Pormenores das muralhas do Castelo

IPA : Monumento

Nº IPA : 1113130013

Localização : Lisboa, Torres Vedras, Santa Maria do Castelo e São Miguel

Acesso : Lg. Coronel Morais Sarmento

Protecção : IIP, Dec. nº 41 191, DG 162 de 18 Julho 1957

Enquadramento : Urbano. Implanta-se no cimo de um monte escarpado e íngreme, sendo envolvido por cintura urbana e arborização. Pequeno largo junto à Porta Nova da muralha.

Planta do castelo e sua implantação topográfica

Descrição : Cintura de muralhas, de planta oval, reforçado a SE. e SO. por alguns cubelos de face exterior semicilíndrica e com torre do portão, de planta quadrada, saliente da muralha, com adarve, tendo acesso por escada de pedra, e sendo encimada por largos merlões quadrangulares rasgados por seteiras; entrada em arco quebrado sobrepujada por escudo real e 2 esferas armilares com cruz da Ordem de Cristo. Rampa de acesso às escadas que conduzem à igreja (v. 111313007 ) e à alcáçova, no cimo do morro. Esta última tem planta rectangular irregular, com torre de menagem no ângulo SE., de planta sensivelmente ultra-semicircular, com 1 sala abobadada, com 2 canhoeiras e porta exterior; é rematada por merlões quadrangulares. Na cortina S. e canto da N., portas de acesso ao interior, onde se organizava o paço e dependências de serviço, de 2 pisos (como mostram os vestígios), criando pátio central, onde se vêem ainda as clarabóias das 3 cisternas, 1 delas com abóbada de tijolo.

Utilização Inicial : Militar. Castelo para defesa

Utilização Actual : Cultural / Turística

Propriedade : Pública: estatal

Afectação : Câmara Municipal de Torres Vedras, auto de 11 Julho 1940

Época Construção : Séc. 13 / 14 / 16

Cronologia : Islamitas estabelecendo em torres sede da Circunscrição da província da Belate levantaram muralhas; 1288 - D. Dinis ampliou-o; 1382 - D. Fernando manda reparar muros da vila; 1384 - Mestre de Aviz cerca-o sob instâncias de Nuno Álvares; 1516 - reconstruído por D. Manuel; 1519 - prosseguiam reparações nas muralhas da vila; 1586 - D. António, Prior do Crato, penetra no castelo; 1589 - M. Martins Soares e Cap. António Pereira, quase sem combate reduzem-no à obediência de Filipe II; 1604 - muro do castelo em muitas partes quebrado e caído e barbacã toda desmanchada; 1755 - terramoto faz abater as edificações interiores e o remate das muralhas; 1790 (depois de) - Câmara deixa de arrendar zona junto às ameias do castelo para sementeira, devido ruína da muralha; 1792 - vereação ordena que ninguém tirasse pedra alguma do castelo, muros, casas ou cisternas; séc. 19 (princípios) - devido construção das Linhas de Torres para quebrar ímpedo das tropas francesas, foi restaurado, artilhado, e passou a ser o reduto nº 27 do distrito 1 das mesmas; 1830 - sob direcção do Cor. Lourenço Homem da Cunha de Eça, reparou-se muralha do lado E. e alguns torreões do lado N.; 1846 - bombardeamento por Marechal Saldanha, seguida de explosão do paiol, leva à sua rendição; 1866 - trecho da muralha do lado da R. dos Pelomes foi reparada por soldados sapadores.

Tipologia : Arquitectura militar, gótica e manuelina. Castelo gótico e manuelino, implantado num monte, aproveitando possibilidades de terreno e constituído por: a) muralha - de planta oval, reforçada em apenas metade do pano por cubelos semicilíndricos, e torre de portão quadrada; b) capela - isolada em lugar sobranceiros dentro da cintura de muralhas; c) alcáçova - de planta quadrada irregular, de 2 pisos e torre de menagem; d) cisternas - três.

Dados Técnicos : Estrutura mista e de paredes autoportantes.

Materiais : Calcário com aparelho "mixtum vittatum" e cimento.

Intervenção Realizadas : 1947 - Obras de restauro; 1957 - Reparação da muralha; 1962 - Consolidação de muralhas exteriores; 1963 - Obras de consolidação; 1965 - Obras de consolidação e restauro; 1969 - Reconstrução da parede da residência do alcaide; 1973 - Reconstrução e consolidação da parede de residência do alcaide; 1974 - Obras de consolidação e conservação; 1980 / 1981 - Reconstrução das muralhas N. e nascente; Reconstrução das muralhas; 1984 - Beneficiação de muralhas poente e diversas; beneficiação e valorização de muralhas; IPPC supervisiona várias campanhas de escavações arqueológicas, com a intenção de aliviar a pressão das terras junto às muralhas; 1985 - Beneficiação das Muralhas; 1986 - Beneficiação das muralhas - 1º termo adicional; 1994 / 1995 - beneficiação das muralhas (abertura e limpeza das juntas, refechamento em profundidade, acabamento exterior com argamassa de cal e areia); consolidação das fundações do torreão; 1996 / 1997 - beneficiação das muralhas (refechamento das juntas da muralha, execução de boieiros para escoamento de águas pluviais); reconstrução de um pano da muralha, superior ao caminho de Ronda, com alvenaria de pedra; recuperação da sala ogival do Torreão Redondo; 1999 - pavimentação em tijoleira, do terraço do Torreão Redondo.

Observações : Apesar dos longos antecedentes históricos, o castelo de Torres Vedras resultou das campanhas de obras efectuadas no séc. 13 / 14, em estilo gótico, e no 16, em manuelino, estas últimas assinaladas sobre o portão pelas armas e emblema de D. Manuel. Vicissitudes históricas prejudicaram-no muitíssimo e dificultam a sua análise.

Bibliografia : TORRES, Manuel Agostinho Madeira, Descripção Histórica e Económica da Villa e Termo de Torres Vedras, Coimbra 1861; VIEIRA, Júlio, Torres Vedras Antiga e Moderna, Torres Vedras, 1962; REGO, Rogério de Figueiroa, O Castelo de Torres Vedras, sep. do Boletim da Junta de Província da Estremadura, Lisboa, 1949; AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Lisboa, 1963; GIL, Júlio, Os Mais Belos Castelos e Fortalezas de Portugal, Lisboa, 1986; HUMBERTO, Jorge, Os Castelos também se abatem..., Frente Oeste, Torres Vedras, 24 Março 1994, MIGUEL, Fernando, Castelo de Torres Vedras em obras, Frente Oeste; 3 jun. 1994, p. 7; Torres Vedras, Passado e Presente, vol. I, Torres Vedras, 1996.

Documentação Gráfica : DGEMN: DRML, DSID

Documentação Fotográfica : DGEMN: DRML, DSID

Documentação Administrativa : DGEMN: DRML, DSID

 
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