Antecedentes
A
moderna pesquisa arqueológica
trouxe à luz testemunhos da
primitiva ocupação desta região
desde a pré-história. À época da
ocupação romana da península,
este povo foi atraído pela
presença de minérios de ouro,
prata e chumbo nesta região,
explorado certamente com o
recurso à
mão de obra escrava.
Foram sucedidos por
Visogodos e
por Muçulmanos, estes a partir
do século VIII.
O castelo medieval
Embora não hajam informações
acerca da primitiva fortificação
da penedia, habitada pelas
águias que lhe deram o nome,
Aguiar, um castelo já existia à
época da Reconquista, entre o
século X e XI. A
Crónica dos Godos
refere que
Al-Mansur [Benamet]
tomou o Castelo de Aguiar, que
está na margem direita do [rio]
Souza,
na província Portucalense
(1033 da
Era Hispânica,
correspondente a 995 da
Era Cristã).
O
castelo foi cabeça da Terra de
Aguiar, que posteriormente se
constituiu no Concelho de Vila
Pouca de Aguiar, tendo o seu
nome ligado à Independência de
Portugal, quando se acredita que
o tenente do castelo fosse
partidário de D. Afonso
Henriques (1112-1185), de acordo
com uma referência na
hagiografia medieval de
Santa
Senhorinha de Basto.
Por esse motivo a região foi
invadida, e o
Castelo de Aguiar
sitiado, por uma força leonesa
que pretendia sujeitá-lo ao
reino de Leão ou, caso
contrário, aprisioná-lo e
substituí-lo. Na ocasião,
D.
Gonçalo Mendes de Sousa,
senhor de domínios nas terras de
Aguiar e de Panóias, companheiro
de armas de D. Afonso Henriques,
apressou-se a socorrer as gentes
do Castelo.
Posteriormente, sob o reinado de
D. Afonso III (1248-1279),
Telões recebeu a sua Carta de
Foral (10 de Julho de 1255).
Nesse período considera-se que a
fortificação começou a perder
importância, uma vez que a
partir de 1258 a população
passou a se libertar
gradualmente dos encargos de
manutenção da daquela defesa.
Na
passagem para o século XVI, a
vila perdeu a sua importância
administrativa, uma vez que se
encontra integrada no Foral
concedido a
Aguiar da Pena, em
1515. Deste período conhecemos o
nome de alguns dos alcaides do
castelo, como:
-
Diogo Lopes de Azevedo;
-
Fernão Martins de
Souza
(a partir de 17 de Julho de
1534);
-
João de
Souza Guedes;
e
-
Jerónimo de
Souza Machado
(1583-1594).
A
partir de então cessam as
informações relativas ao
castelo, que se admite tenha
deixado de ser utilizado para
fins militares desde essa
passagem do século XVI para o
XVII.
Do século XX aos nossos dias
O
castelo encontra-se classificado
como Monumento Nacional por
Decreto publicado em 26 de
Fevereiro de 1982.
Recentemente, após passar por
uma primeira etapa de trabalhos
de beneficiação (iluminação da
zona envolvente, construção de
sanitários de apoio e de um
parque de estacionamento), a
cargo do IPPAR, ao custo de 175
mil euros, a área envolvente do
castelo foi reinaugurada (21 de
Julho de 2001), visando promover
o turismo histórico na região.
Paralelamente, a Câmara
Municipal adquiriu e recuperou
uma casa em ruínas para a
instalação de um
Núcleo Interpretativo,
onde serão disponibilizadas aos
visitantes informações
relacionadas com o castelo e a
sua história.
Numa segunda fase, teve lugar
uma intervenção de consolidação
e restauro nas dependências do
castelo, compreendendo as
paredes que ameaçavam ruir, o
gradeamento de zonas mais
perigosas no interior da
muralha e na construção de
passagens de segurança
metálicas. Desse modo, a
autarquia pretende criar um
circuito integrado de turismo
compreendendo o castelo, as três
minas romanas de Vila Pouca de
Aguiar e o santuário rupestre de
Panóias, em Vila Real.
Características
Trata-se de um castelo de tipo
roqueiro, no estilo românico,
que se acredita tenha sido
erguido entre os séculos X e XI,
na passagem da Alta para a Baixa
Idade Média, tendo sofrido
diversas alterações em fins do
século XIV.
No
âmbito da terra de Aguiar, a
defesa proporcionada pelo
castelo era complementada por
algumas atalaias nomeadamente as
de
Capeludos,
Rebordochão
e Portela de Santa Eulália (que
à época integrava a
circunscrição de Vila Pouca de
Aguiar).
Ligações externas