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Resumo

A 11 de Julho, a frota de D. João Telo constituída por 21 galés, 1 galeota e 4 naus, mal equipada e mal comandada, saía do Tejo para destruir na costa andaluza a frota inimiga. Devido a várias contrariedades 12 galés avançaram chegando isoladas junto da costa inimiga.
O almirante castelhano, que era hábil, não deixou perder tal oportunidade e ordenou logo à sua frota que se preparasse em linha de combate. Enquanto 12 das suas galés enfrentavam de frente as 12 galés portuguesas, as 5 restantes fizeram um ataque de flanco.
Não podia ser duvidoso o resultado; e ao cabo de poucas horas de combate as galés portuguesas eram tomadas com muitos mortos e feridos.

 

 

 História da Batalha

A 11 de Julho, a frota de D. João Telo constituída por 21 galés, 1 galeota e 4 naus, mal equipada e mal comandada, saía do Tejo para destruir na costa andaluza a frota inimiga, porque, enquanto Lisboa tivesse o Tejo livre, de nada valia aos castelhanos cercá-la por terra. Nas costas do Algarve o almirante soube que a frota de Sanches de Toar, inferior em navios, recolhera aos seus portos na Andaluzia. Impaciente por destrui-la «sem mais conselho, nem disposição, nem plano antecipado, saiu a buscar os inimigos em tanta desordem que, acontecendo estarem pelo mar espalhadas muitas bóias das redes dos pescadores, a duas e a três léguas de distância, arriaram as velas 8 galés e foram navegando a remos; as outras continuaram a navegar com vento escasso e bonançoso; e duas, mais pesadas e ronceiras ficaram mais atraz ainda com as 4 naus». Assim escalonada, apresentou-se então a frota, a 17 de Julho, diante do porto de Saltes, onde o almirante castelhano estava com as suas 17 galés ancoradas. Por sandia presunção, D. João Telo, com 12 galés apenas, carregou logo, sem esperar para reunir primeiro os restantes 14 navios da frota, em termos de apresentar ao inimigo uma superioridade esmagadora que só por si lhe asseguraria a vitória. O castelhano, que era hábil, não deixou perder tal oportunidade e ordenou logo à sua frota que se preparasse em linha de combate. Enquanto 12 das suas galés enfrentavam de frente as 12 galés portuguesas, as 5 restantes fizeram um ataque de flanco.
Não podia ser duvidoso o resultado; e ao cabo de poucas horas de combate as galés portuguesas eram tomadas com muitos mortos e feridos.
Acudiam tarde e em desordem ao combate as 8 galés portuguesas que vinham mais atrás. Atacadas logo por todas as forças inimigas, já desembaraçadas, sofreram igual destino. Apenas uma escapou porque, vendo de longe perdida a batalha, retrocedeu a avisar as 4 naus, e com elas regressou imediatamente a Lisboa, a dar a triste notícia.
Nesta simples batalha D. Fernando perdia todo o seu poder naval, o que se tornaria gravíssimo para o futuro da campanha, por ficar a barra de Lisboa perfeitamente desguarnecida e o almejado auxílio inglês em risco de cair prisioneiro das naus castelhanas.

 

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