HERMENEGILDO CARLOS DE
BRITO CAPELO
Hermenegildo Carlos de Brito Capelo, antigo explorador do continente
africano, nasceu a 4 de Fevereiro de 1841, no castelo de Palmela.Filho
de um dos mais ilustres governadores
de Palmela, o nome de Hermenegildo Capelo fica assim imortalizado numa
das placa de rua
da histórica vila.A distinta figura militar que Palmela viu nascer
notabilizou-se ao lado de Roberto Ivens com as famosas expedições por
terras africanas.Capelo foi ainda cientista, ministro plenipotenciário
do sultão de Zanzibar, organizador
da carta geográfica de Angola, presidente da comissão de cartografia,
vice-presidente do Instituto Ultramarino e ajudante de campo dos reis D.
Luís e D. Carlos.Hermenegildo Capelo faleceu, aS de Maio de1917, mas
continua a ter um nome sonante junto da população de Palmela dando nome
a
uma das principais ruas da vila. |
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MANUEL SEQUEIRA DA COSTA
PAULA
Verdadeiro homem dos sete ofícios, tem dedicado a Palmela o fruto da sua
arte. Sequeira Paula nasceu em 21 de Janeiro de
1924.Aos catorze anos, e depois de estudar na Escola Industrial de
Setúbal, encontra o seu primeiro emprego como ajudante de ferreiro. No
mesmo ano, ingressa na Sociedade Filarmónica Palmelense "Loureiros" a
colectividade da sua devoção, como costuma dizer como sax soprano e
inicia uma longa carreira
ao serviço das artes.De 1938 a 1992, a actividade profissional leva-o
desde as oficinas de carroças e serralharias
até pintor de automóveis, chefe de Secção da extinta Movauto e,
finalmente, trabalhador por conta própria.Actividades que conciliou com
a sua grande devoção à terra e à arte. Do sax
soprano, passou para a requinta e, mais tarde, dominou instrumentos como
o clarinete, o sax tenor, o sax alto, o contrabaixo de cordas e o
clarinete baixo. Entre 1943 e 1970, ocupou o lugar de Director da
Orquestra Ligeira e foi,
durante largos anos director da banda, elemento dos corpos directivos e
comissões de obras. Sequeira Paula foi, também, um dos fundadores da
orquestra das Festas das Vindimas,
onde tocou até à sua dissolução. Como compositor, compôs vários temas
levados à cena pelo grupo cénico dos "Loureiros", bem como Marchas da
Festa das Vindimas e Marchas para
os festejos dos Santos Populares em Setúbal.Entretanto, o seu gosto pela
escrita e pela poesia levou-o a escrever dois livros, onde para além das
memórias da sua vida e do seu trabalho, eternizou episódios e figuras
típicas de Palmela, que caracterizam, com o humor e a capacidade de
observação do autor, a evolução da vida no concelho durante o século XX.
Em 1995, Sequeira Paula retomou outra das suas paixões antigas -a
pintura. Entre o acrílico e o óleo, a paisagem de Palmela, com destaque
para o Castelo, continua a dar o
mote para um grande número de obras, já expostas na Sociedade
Filarmónica Palmelense "Loureiros", em 1995, e nas exposições colectivas
da Igreja de S.João, em 96, 97 e 98.
Alvo de diversas homenagens, Sequeira Paula continua a pintar e colabora
com o jornal Gazeta de Palmela, onde publicou, recentemente, o fruto de
um trabalho de recolha de figuras e actividades típicas do concelho.
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