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Grupo
de Arqueologia de Palmela.http://www.terravista.pt/portosanto/2185/
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As prospecções
arqueológicas em várias zonas do concelho, permitiram recolher vestígios
da ocupação do território em áreas geográficas diferenciadas. Os
vestígios mais antigos remontam ao Paleolítico Médio e situam-se na área
Urbana de Palmela (escavações da Quinta da Cerca). No mesmo local e
também na Volta da Pedra e nas margens da Ribeira da Marateca foram
registadas ocupações do Neolítico Antigo. Em Palmela encontraram-e
vestígios do Neolítico Final no Moinho da Fonte do Sol, Alto de S.
Francisco, Chibanes, e nas Grutas Artificiais da Quinta do Anjo.
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Na idade do cobre ( Calcolítico ), periodo em que se desenvolveu a
metalurgia do cobre e se acenturam as diferenciações sociais, predominam
os habitats de cumeada. É desta época a ocupação dos abrigos de Chibanes
e da Colina do Castelo. O Horizonte Campaniforme, definido pelos típicos
vasos cerâmicos com decoração pontilhada ou incisa, está presete em
Chibanes, Abrigo da Serra das Torres Altas, Grutas da Quinta do Anjo,
Convento dos Capuchos e Castelo de Palmela. No Castelo de Palmela e
Chibanes foram também reconhecidas ocupações da Idade do Bronze.
Chibanes, que é o único arqueosítio em que se conhecem vestígios da
idade do Ferro, é igualmente importante para o conhecimento da primeira
fase da presença Romana no nosso território, das relações comerciais
estabelecidas com a Peninsula Itálica e com Cartago.
A Romanização do Concelho de Palmela fez-se de forma diversificada nas
várias localidades: na Baixa de Palmela situavam-se vários casais
agrícolas e villas; na Zona da Marateca, foi indiciada a existência de
populações dedicadas à actividade industrial de produção de ânforas para
o abastecimento da Tróia e também à mineração e fundição de ferro (Zambujalinho,
Escorial das Paulinas e Sapal do Monte das Eiras).
A fase terminal da presença romana e a ocupação suevo - visigótica
não estão ainda documentadas com segurança na região. No
Castelo
de Palmela têm sido recolhidos dados significativos quanto à
islamização local. Os períodos medieval cristão e moderno, largamente
representados na região, encontram na Vila de Palmela a sua maior
expressão. Intrevenções realizadas na Rua de Nenhures, Rua do Castelo,
Paços do
Concelho, entre outras, têm vindo a fornecer elementos para o
conhecimento das populações dessa época.
Grutas da quinta do Anjo
- (decreto 23740 de 5 de Abril de 1934)
As quatro Grutas Artificiais da Quinta do Anjo apresentam-se como
monumentos funerários de características únicas, integráveis no
período do Neolítico Final - há cerca de 4500 anos.
Foram estudadas pela primeira vez em finais do século XIX /
inícios do século XX, por A. Mendes, A. José da Silva e A. I.
Marques da Costa.
Estes arqueólogos puderam constatar que cada gruta fora escavada na
rocha formando um compartimento de tendência circular ao qual se
ascende por um corredor e por uma antecâmara. Juntamente com os
vestígios osseos, recolheram-se no local vários objectos
pré-históricos, da época referida, como pontas de seta em sílex,
machados de pedra polida e placas de xisto decoradas.
As Grutas da Quinta do Anjo continuaram a ser utilizadas como
locais de enterramentos colectivos durante a Idade do Cobre. As
populações desta área teram conhecido e desenvolvido a técnica da
cerâmica "campaniforme, decorada a pontilhado.
A originalidade morfológica e decorativa das taças cerâmicas, aliada
ao facto de as primeiras se terem recolhido nestas grutas da região
palmelense, conduziram a que os investigadores decidissem
designá-las como "Taças Tipo Palmela".
Este género de peças será também usado nos povoados vizinhos (Malhadas-Cabanas),
por grupos ligados à metalurgia do cobre, como o atestam os achados
de cadinhos e de resíduos de fundição de cobre (J. Soares e C.
Tavares da Silva, 1974-77).
O estudo dos restos ósseos dos vários indivíduos sepultados nas
grutas permitiu identificar, segundo Bübner (1979), uma população de
estatura média baixa mas bem proporcionada que, durante o Neolítico
e o Calcolítico, habitava na região de Palmela e Setúbal.
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Herdade do Zambujal
Nesta área destaca-se o sítio arqueológico do Zambujalinho,
reconhecido centro produtor de ânforas (vasos grandes de duas asas
para líquidos) do estuário do Sado, no período Romano
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