Castelo
Erguido no monte íngreme que deu origem à povoação, em local
estratégico dominando a vasta região que se estende entre os estuários
do Tejo e do Sado, o Castelo é um exemplo notável de arquitectura
militar que subsistiu até aos nossos dias.
Conquistado de surpresa em 1148 por D. Afonso Henriques, o castelo
foi recuperado pelos Mouros em 1165, e de novo conquistado no ano
seguinte. Em 1191 foi destruido pelos muçulmanos, e logo depois
reedificado por D. Sancho I que confirmou a doação do Castelo feita pelo
seu pai à Ordem de Santiago. Em 1423, D. João I iniciou a construção de
um convento para os frades-cavaleiros de Santiago que para aí
tranferiram definitivamente a sua sede em 1443, ficando conhecidos por
"Freires de Palmela". A Ordem, conhecida por Santiago de Espada, usava
uma cruz em forma de espada como emblema, hoje um dos elementos
heráldicos de Palmela. A actual configuração do castelo, que inclui um
baluarte defensivo, é o resultado de diversas campanhas de obras
realizadas entre os séculos XIV e XVIII.
Actualmente assiste-se a uma intensificação do uso do castelo, com
diversos projectos de ocupação e de animação cultural mas de forma
integrada, explorando todas as suas potencialidades sem que o edifício
perca a sua identidade. Assim, parte dos espaços do castelo foram
aproveitados para instalação do posto de turismo, um auditório, uma
galeria de arte, lojas de artesanato e o recentemente inaugurado Núcleo
de Arquelogia.
O antigo convento é hoje uma das Pousadas de Portugal!
O castelo está classificado como monumento nacional (Estatuto de
protecção: Decreto de 16/06/1910 Zona de Protecção: Portaria nº 944/85,
de Dezembro).
Igreja de Santiago de
Palmela
É no interior do Castelo que se situa esta igreja, concluída entre
1460-70 para igreja conventual da Ordem Militar de Santiago de Espada.
Muito modificada posteriormente, recebeu obras no início do século XVI e
revestimento azulejar nos séculos XVII e XVIII. Edifício tardo - gótico,
a Igreja abriga diversas lápides e o túmulo de D. Jorge, último
Grão-Mestre da Ordem de Santiago.
Tal como o castelo, desde 1910 que está classificada como monumento
nacional (Decreto de 16/06/1910 - Zona de protecção: Portaria nº 944/85
de 14 de Dezembro).
Igreja de Santa Maria
É também no interior do castelo que se encontram as intressantes
ruínas da Igreja renascentista de Santa Maria, derrubada pelo terramoto
de 1775. Terá sido a primeira Igreja Paroquial da Vila de Palmela e a
sua primeira construção data do século XII.
Pelourinho
Erguido provavelmente no ano de 1645 (inscrição constante do
pelourinho, considerada por alguns autores como data de uma das suas
restaurações), também está classificado como monumento nacional pelo seu
valor patrimonial (decreto de 16/06/1910).
Igreja da Misericórdia
De construção seiscentista, com painéis de azulejos da época,
constitui um importante núcleo de arte sacra. Abre portas para o Largo
do Duque de Palmela, onde se pode observar o Pelourinho.
Igreja Matriz de S. Pedro
De fundação remota (existem referências documentais de 1320), o
actual edifício da Igreja Matriz da Vila de Palmela, cujo orago é S.
Pedro, data da segunda metade do século XVI, sendo autor do seu risco, o
arquitecto de el-rei D. Sebastião, António Rodrigues. Vasto templo de
arquitectura maneirista, com três naves de cinco tramos de arcaria
assentes em colunas toscanas, o seu interior apresenta um notável
revestimento azulejar barroco (azul e branco), do reinado de D. João V (datável
da década de 1740),
onde se "conta" a vida apostólica de S. Pedro, e são igualmente
representadas algumas das virtudes. Esta campanha de obras joanina foi
motivada pela destruição do interior do templo por um incêndio no dia 17
de Abril de 1713. O terramoto de 1755 destruiu a fachada principal,
provocando ainda outros danos. A reconstrução prolongou-se até finais do
século XVIII (reinados de D. José I e D. Maria I), nomeadamente os
tectos das naves, onde se pode observar na nave central o "Triunfo de S.
Pedro", apresentando a capela-mor um retábulo rocóco. A Igreja de S.
Pedro conserva no seu interior um importante património escultórico e
pictoral, como o conjunto de telas setecentistas das capelas laterais e
capela-mor. Destaque na sacristia, para a escultura representando
Santiago Peregrino, do século XVI, em madeira estofada e policromada,
possivelmente oriunda do antigo convento mestral da Ordem de Santiago de
Espada do Castelo de Palmela. Ainda na
sacristia, um lambrim de azulejos de figura avulsa e uma escultura de
Santa Ana, proveniente de uma capela que existiu na vila, com a mesma
evocação.
Edificio dos Passos do Concelho
De traça provavelmente seiscentista, situa-se no mesmo largo que a
Igreja Matriz. O Salão Nobre é decorado com retratos murais dos reis de
Portugal até D. Manuel I. No século XVIII serviu de sala de audiências
do tribunal. Poucos anos após o terramoto de 1755, julga-se que
funcionavam conjuntamente no edificio o Tribunal, a Câmara, o açougue e
a prisão.
Chafariz de D. Maria I
Localizado
no largo com o mesmo nome, é uma construção do séc. XIX, com as armas da
vila e duas carrancas no remate da água.
Igreja de S. João
Hoje fechada, de construção seiscentista, é forrada de azulejos de
lambrim.
Capela da escudeira
Localizada na vertente Norte da
Serra de S.
Luis (Vale dos Barris), a pequena Capela da invocação de Nossa da
Serra da Conceição (padroeira de Portugal) data a sua fundação em meados
do século XVIII.
O jardim de Pinhal
Novo, de recente formação, integra a IGREJA datada de 1872 e um CORETO
de 1927, situando-se no Largo José Maria dos Santos, para o qual está
virada a frente da ESTAÇÃO DE CAMINHOS DE FERRO que possui 23 painéis
de azulejo da década de 30, do nosso século, representando diversas
paisagens e monumentos do concelho de Palmela e distrito de Setubal.
Em Rio Frio, destaca-se o imponente PALÁCIO - SEDE DA QUINTA DO RIO
FRIO, coberto também de azulejos representando as actividades laborais
da região da autoria de Jorge Colaço. Integra belas cavalariças também
elas forradas a azulejos do mesmo autor e um recinto de treino hípico.
Na Marateca, o património edificado, em particular na zona do
Zambujal, apresenta características alentejanas bem marcadas, A IGREJA
DE ÁGUAS MOURA é reconhecida tradicionalmente pelos ninhos de cegonha
na sua torre.
Junto a Cabanas encontra-se a capela de S. Gonçalo, exemplo de
ermida de romaria dos sécs. XVI/XVII.
Não podem ainda deixar de ser referidos alguns edifícios
considerados de elevado valor histórico - patrimonial, que tiveram a
sua origem na fixação da nobreza portuguesa nesta região, em período
de férias. Deste conjunto de edifícios destaca-se o Palácio de
Calhariz e algumas Quintas típicas, por exemplo, a Quinta dos
Franceses ( Quinta do Anjo ), a Quinta do Portal Branco típicas, por
exemplo, a Quinta da Glória ( Aires ). É necessário também mencionar a
importância patrimonial dos tão caracteristicos moinhos e de alguns
conjuntos de casas dispersas pelo concelho ( onde se inclui o núcleo
histórico da vila de Palmela), cujo traçado arquitectónico singular,
pela beleza das suas fachadas, merece referência.
- Castelo de Palmela
- Convento e Igreja de Santiago
- Igreja de Santa Maria
- Igreja da Misericórdia
- Pelourinho
- Passos do Concelho
- Igreja Matriz de S. Pedro
- Chafariz de D. Maria I
- Capela da escuderia
- Jardim de Pinhal Novo
- Rio Frio
- Igreja de Águas Moura
- Capela de S. Gonçalo
- Palácio de Calhariz
- Quinta dos Franceses
- Quinta do Portal Branco
- Quinta da Glória