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Os Vinhos
O nome de Palmela está intimamente ligado aos excelentes vinhos que se produzem no concelho, uma das regiões vitícolas mais antigas do País. A cultura da vinha foi praticada nesta região desde tempos remotos, encontrando-se aqui condições adequadas de solo e de clima para a produção de uvas de mesa e de grande variedade de vinhos. A sua fama deve-se à gama de castas que aqui se exploram, predominando nas quintas a tradicional Periquita, enquanto nas brancas se destacam Fernão Pires, Moscatel e Tamarez. O Moscatel de Setúbal que neste concelho alcança a maior produção é um dos mais categorizados vinhos generosos do país, para além dos vinhos de casta Periquita que são reconhecidos pela qualidade e renome internacional. Apesar de estar actualmente fora do circuito comercial é também de referir o Licor Arrabidine ainda fabricado segundo o segredo dos monges da Arrábida.
Segundo o catálogo das castas da região do Ribatejo, Oeste e Península de Setúbal, a Piriquita caracteriza-se por ser uma casta vigorosa, de porte erecto, abrolhamento temporão, com tendência para a rebentação múltipla. Pouco sensível à podridão e à escoriose. Sensível à bagoínha e desavinho, principalmente em anos de condições climatéricas instáveis e frias, durante a floração. Conduzida em taça ou em cordão bilateral e podada geralmente no sistema de vara e talão. Tecnologicamente é considerada uma boa casta produzindo vinhos de cor rubi com teor alcoólico entre 11 e12 graus, com corpo, macios de sabor e equilibrados. Na região, a Periquita tem um comportamento muito próprio devido a um micro clima muito específico com características mediterrâneo-continentais, assim como devido às caracteristicas dos solos pobres podzolizados de areia e arenitos. É este conjunto de factores que marca profundamente o vinho da região conferindo-lhe um "Terroir" que o destingue dos restantes do país. Assim, o vinho produzido a partir da casta Periquita, nas freguesias de Marateca e Poceirão, caracteriza-se por:
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