Fortim de São Fernando

Localizado a meia encosta no Morro de Santo Antônio, próximo à Capela de Santo Antônio da Barra, em Salvador, no Estado da Bahia.

Erguido a partir de 1797 em faxina e terra, possuía a planta no formato de um polígono retangular, artilhado com onze peças de calibres 12 libras e 8. Cruzava fogos com o Forte de São Diogo e com o Forte de Santa Maria.

Demolido em 1811, no local foi edificado, com pedras de cantaria retiradas da Fortaleza do Morro de São Paulo, entre 1814 e 1816, o imóvel da atual Casa da Associação Comercial da Bahia, à Praça Conde dos Arcos em Salvador, tombado desde 1938.

 

Fortim de São Tiago e São Felipe

Localizado na rua da Praia, na cidade baixa em Salvador, no litoral do Estado da Bahia.

Estrutura não relacionada por Souza (1885), foi descrita por Barreto (1958) como constando de um simples baluarte sob a invocação de São Francisco (Baluarte de São Francisco), guarnecido por um Capitão e três soldados, e artilhado com sete peças de ferro (cinco de calibre 24 e duas de 8).

 

Portas de São Bento

Localizadas a sudoeste, nas muralhas da cidade (alta) de Salvador, no litoral do atual Estado da Bahia.

Trata-se de uma das portas de acesso à primeira Capital, também referida como Trincheiras de São Bento. Citadas por Souza (1885), integravam a linha de fortificações erguidas na segunda metade do século XVI, para defesa da cidadela de Salvador. Desmoronaram em 1732, durante o governo do Vice-rei D. Vasco Fernandes César de Menezes (1720-35).

Barreto (1958) denomina-as também como Portas de Vila Velha e acrescenta que se tratava de obra complementar de defesa, protegendo o acesso sul e sudeste à (então) Capital, conhecido como Castelo das Portas de São Bento. Inicialmente em faxina e terra, será reconstruído em alvenaria à época do Governo Geral de Diogo Lourenço da Veiga (1578-81), constituindo-se de um hornaveque composto por dois meio-baluartes, compreendendo dependência para o Corpo da Guarda, terrapleno, muralha e fosso. Estava guarnecido por um Tenente, dois Sargentos, 20 soldados e um Tambor, e artilhado por nove peças de bronze (uma de calibre 20 libras, duas de 16, quatro de 12 e duas de 10). O mesmo autor atribui a demolição da estrutura ao governo do Vice-rei D. Fernando José de Portugal e Castro (1801-06).

No contexto da Guerra Holandesa (1630-54), na iminência da ofensiva de Nassau (1638), diante delas e para complemento da sua defesa, foram erguidos os entricheiramentos ou trincheiras de São Pedro, embrião do futuro Forte de São Pedro.