Construção
iniciada em 1598, em taipa, estacada e areia solta.
Posteriormente, Francisco de Frias da Mesquita, engenheiro-mor e
dirigente das obras de fortificações do Brasil (1603-1634),
substitui a taipa por pedra e concluindo as obras em 1628. O
desenho da planta, de autoria de Gaspar de Samperes, possuía a
forma clássica do forte marítimo: um polígono estrelado, no qual
o ângulo reentrante ficava na direção norte. A casa de pólvora
com traço primitivo do arquiteto-mor Francisco Farias, se
localiza no centro da praça de armas. De forma quadrada e
construção em pedra, a casa de pólvora possui vãos em arco pleno
pelos lados, escada de dois lances para compartimento superior,
com porta de acesso de verga reta e cobertura em cúpula
piramidal. Possui cunhais, cornija e pináculo nos cantos e na
ponta da cúpula. Entre as muralhas e ao redor da praça das
armas, se verifica a existência de construções como a cada de
comando, com três pavimentos, e dois pavimentos, tendo janelas e
portas de vergas e coberturas com caimentos para praça. A
construção, em três pavimentos, tem cobertura de quatro águas, e
escada de pedra. O acesso ao forte é feito por uma passarela ou
ponte, da praia ao passadiço e, a partir daí, através de arcada
à direita, que sai para um corredor. Possui escada para
terrapleno e portão para praça.
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